quarta-feira, 19 de maio de 2010

Sozinho na multidão


Sozinho na multidão

Vi um homem solitário
Em meio à multidão
O olhar se perdeu no infinito...
Aquele sorriso
Transformou-se num ar tristonho
Perdeu-se no tempo
Senta-se solitário
Quem são os amigos
Esposa filhos netos?
Descansa as mãos
Sobre as pernas
Olhar confuso
Todos são estranhos
Olhar por vezes assustado
Tudo é tão estranho
A voz vai ficando baixa
A memória vai se apagando
Lentamente como o sol do entardecer
O tempo passa...
Cadê as lembranças? Apagaram-se
Manha dia noite esqueceu...
Cadê a beleza das flores
Do mar das montanhas?
Não vê... Tudo igual nada muda
Os sonhos terminaram...
Dependência de todos.
Que pena a memória
Escondeu-se atrás das montanhas
Da noite escura e não volta mais.

Terezinha C Werson

Um comentário:

Joselito Otílio disse...

Quantas vezes passamos pela multidão e nem se quer paramos para olhar ao nosso lado...
Porque se parássemos ainda que por um minuto veríamos olhares tristes, cabisbaixos esperando um olhar amigo, um oi, um olá, tudo bem... E porque não Jesus te ama! Precisamos parar de correr desenfreadamente e olharmos para o nosso próximo com olhar de amor... Lindo poema minha amiga Terezinha, não me enganei quando resolvi te seguir!

Aguardo uma breve visitinha no meu... E será bem vinda!

http://joselitootilio.blogspot.com/2010/05/o-melhor-lugar-do-mundo-piano.html

Quem sou eu

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Sao Paulo, Capital, Brazil
Gosto de escrever poesias prefiro escrever do que falar gosto de ler,nao tenho autor preferido, o importante é que seja um bom livro. escrever é uma maneira de mostrar o que nos vai na alma.

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