quinta-feira, 7 de junho de 2012

CERTA VEZ.






Certa vez.


Certa vez vi um jovem.
O frio era intenso!
Quantos anos? Talvez trinta
Sentado num banco da praça,
Solitário, olhar frio como o tempo.
Esfregava as mãos,
Roupas um pouco surradas.
Às vezes passava as mãos
Sobre a face gelada,
Costas alquebradas
Uma aparência
De dor, solidão, e angustia.
Às vezes enfiava os dedos
Sobre os cabelos
Que nos dedos
Enrolavam-se como anéis.
Cabelos negros,
Pele morena canela,
Costas largas
Corpo bem definido
Os negros olhos
Perdiam-se na imensidão...
Observei senti pena...
Levantou-se caminhando
Lentamente...
Na névoa fria da solidão
Sumiu, da sua tristeza.
Nada soube.
Fome? Frio? sonhos desfeitos
Esperanças mortas?
Nunca saberei... Quem sabe apenas
Uma palavra lhe bastasse.
Tarde de mais...
Quem sabe um dia lhe encontre nas
Ruas tristes da solidão
Então lhe falarei
Sobre o grande amor de Deus.
Não deixarei para depois.
Se teu próximo
Precisa de ti ajude não
Seja indiferente.


Terezinha C Werson




























Meditação.

Estando eu a caminhar
Ao cair do entardecer
Tentando esquecer
O dia tedioso
Procurei um cantinho silencioso.

Para acalmar
A minha alma
Sentei-me a sombra
De uma arvore grandiosa.
Entrei em profunda meditação...

Lembrei-me... Quando
Criança nos momentos de tédio
Sempre procurava um refúgio
Onde eu pudesse ficar longe de tudo.

No silencio da natureza
Abrigava-me
Em profundo contato com Deus eu ficava.

Derramava todas às angustias
Que o meu peito guardava,
Pouco a pouco
Uma paz invadia
Minha alma
Do meio das cinzas eu renascia.

Pensei: Senhor
Entra na minha vida
Faz-me uma nova pessoa
Faz minha alma
Transbordar de alegria.
Terezinha C Werson
7/6/2012
















segunda-feira, 4 de junho de 2012


Recordei...



Ao amanhecer recordei

Nem sei dizer por quê...

Da minha rua de casas

Coloridas

De todas as cores.

 

Portas azuis vermelhas

Cor de rosa e amarelas

Paredes  de todas as cores

Combinando com as flores

Com as borboletas

E com os pássaros,

Que no beiral da minha casa

Aninhavam-se.

 

E entre as borboletas voavam

No jardim cantarolavam

Minha casa.

Da calçada de pedras

Do terreiro de areia macia

Da porta colorida

Que não precisava de tranca.

 

Das cadeiras na calçada

Das conversas engraçadas

Dos sorrisos inocentes

Da alegria constante

Dos amigos verdadeiros

Da serra bem, lá distante.

Onde no entardecer

O sol imenso e alaranjado

Descia suavemente.

 

Junto com ele meus sonhos

Sumiam atrás da serra

Pra voltar ao amanhecer

Na beleza da alvorada

Tudo recomeçava.

Terezinha C Werson

2/6/2012

 



domingo, 3 de junho de 2012

Os olhos do céu.


Os olhos do céu.



 

Caminhando pelos bosques

Olhos dourados se espalham

No céu azul de veludo.

 

Olhei  para as árvores

Entre os galhos

Olhos dourados cintilam...

 

Caminhei um pouco mais

No mar cheguei...

 

Nas profundezas do mar azul

Olhos dourados

Iluminam o azul veludo

Que a brisa suave balança

E nas ondas rolam  mansinhos.

 

Olhei para a minha alma

Dentro dela olhos dourados

Minha alma  ilumina.

Na beleza destes olhos

Vejo o olhar de Jesus.

 

Terezinha C  werson

2/6/2012

Quem sou eu

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Sao Paulo, Capital, Brazil
Gosto de escrever poesias prefiro escrever do que falar gosto de ler,nao tenho autor preferido, o importante é que seja um bom livro. escrever é uma maneira de mostrar o que nos vai na alma.

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