sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

NASCI PARA VOAR

Nasci para voar.

Não tenho asas
Mas voou.
Meus pensamentos
Tem asas
E me levam num segundo
As alturas.
Ai de mim se não voasse
Com certeza morreria
De tristeza.
Olho o céu e quero
Ver sua beleza de perto
Então voou
E no azul vou entrando
Nas brancas nuvens
Faço meu ninho
Espero o cair da tarde
Quando o sol se esconde
Entre as montanhas
E a noitinha chega preguiçosa
As estrelas começam a brilhar
Novamente lá se vão meus
Pensamentos voando entre as estrelas.
Nasci para voar
Ai de mim se não voasse
De tristeza morreria...

Terezinha C Werson


ESCURECEU

Escureceu...

De repente um manto
Negro sobre a cidade se estendeu.
Dentro de mim um medo estranho.
Gotas pesadas lavam as vidraças
Um vento enraivecido
Bate no telhado
Raios riscam o céu negro
Trovoes gritam na escuridão
Ruas em rios se transformaram
Quase noite, prédios já não enxergo
Algumas luzes já começam a piscar
E o céu negro ficou cinzento
E o meu medo pouco a pouco
Acalmou-se.

Terezinha C Werson




domingo, 4 de dezembro de 2011

RABISCOS NA AREIA

Rabiscos na areia

Da solidão do domingo
Cansei-me...
Lentamente abri a porta
La fora tudo cinza.
Voltei, em frente
A janela sentei-me.
Uma melodia
Solitária ecoava
“Il mare calmo della sera”
Musica linda! A voz do cantor subia
 Até o céu  e para terra voltava
 Pura melancolia...
Novamente levantei-me
Abri a porta passos silenciosos...
Caminhei ate o mar
Com os pés rabisquei na areia
Toda aquela solidão.
Sobre os rabiscos
As ondas bem de leve passavam
Nenhum deles apagava
Outra onda bem leve
Acariciava meus pés
E bem baixinho falava
Sou mar imensidão
Sou onda mansa solitária
Vou gravar os teus rabiscos
Solitários como eu e jamais
Apagarei.
Terezinha C Werson
4/12/2011


Quem sou eu

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Sao Paulo, Capital, Brazil
Gosto de escrever poesias prefiro escrever do que falar gosto de ler,nao tenho autor preferido, o importante é que seja um bom livro. escrever é uma maneira de mostrar o que nos vai na alma.

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