terça-feira, 23 de outubro de 2012


Meus lírios brancos.

No canto da minha sala
Coloquei alguns vasos
Com lírios brancos.

Todos os dias
Observo o crescimento.
Mas comecei a ver que as folhas
Começaram a amarelar.

Percebi que vários
Brotos começaram a nascer
Que estavam sufocados
Naqueles vasos.

Peguei novos vasos
E comecei a dividir,
Quando fui retirar dos vasos
Não saiam, as raízes estavam entrelaçadas.

Com dificuldade retirei e fui separado os
Brotos e replantando
Notei que sentiram a separação
As folhas ficaram sem brilho.

Com cuidado fui regando
E limpando as folhas.
Pensei: Plantas precisam de espaço
Para que as raízes sigam um caminho.
Também notei que a separação
Causa dor até nas plantas.

Meditei muito!
E aprendi que tudo na vida
Precisa de espaço para crescer
E liberdade para caminhar
E vi que nossas raízes
Entrelaçam-se.
Mesmo que seja para o nosso
Bem sofremos com a separação.

Mas tudo tem um tempo
Para que possamos nos acostumar
Meus lírios já começaram a florescer.
E assim é a vida...
Terezinha C Werson
23/10/2012


domingo, 21 de outubro de 2012



LEMBREI-ME.

Sala de jantar
Noite, luz de lamparina.
Quietude...
Um homem sentado
Numa cadeira de balanço
Um cigarro de palha
A fumaça lhe encobria
A face sisuda.   
Não conversava
Olhar parado.
Do outro lado da sala
Uma bela senhora
Esguia, cabelos da cor de prata
Enrolados sobre a nuca.
Vez ou outra soltava
Os cabelos como fios de prata
Sobre os ombros caiam.
Tristonha... Amassava o fumo
Enchia o cachimbo
Acendia... E a fumaça
Começava a subir, com delicadeza.
Colocava na boca muda
Sentava-se num canto da sala
E ficava a olhar o ziguezague da fumaça
E os seus sonhos se desfaziam como a fumaça
Solidão... Quietude. Moravam naquela sala
Palavra nenhuma se ouvia
E a lamparina ia ficando fraquinha
Quase apagando
A solidão era tanta
Que nem a luz da lamparina
Iluminava aquela sala
E a bela mulher
Foi se apagando
Como a luz da lamparina.
Terezinha C Werson
21/10/2012
ISTO ACONTECIA COM MEUS AVÓS.




SOL TÍMIDO


Sol tímido.

Hoje amanheceu com sol bem tímido.
Domingo silencioso...
Canto de pássaros não ouço
Céu nem branco nem azul
Serras encobertas
Sobre os prédios uma leve neblina
A manhã esta melancólica e quieta.

Debrucei-me sobre a janela
Tentando encontrar algo diferente
Nada encontrei.

Novamente volto  meu olhar para o céu esbranquiçado
Que se estende melancólico
Esperando que o azul apareça
Livre da leve neblina
Melancólica e quieta.

Eu melancólica como o céu
Espero que minha alma
Fique azul ensolarada
Sem nuvens esbranquiçadas
Com canto de passarinhos.
E dia quente ensolarado.
Terezinha C Werson

21/10/2012

Quem sou eu

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Sao Paulo, Capital, Brazil
Gosto de escrever poesias prefiro escrever do que falar gosto de ler,nao tenho autor preferido, o importante é que seja um bom livro. escrever é uma maneira de mostrar o que nos vai na alma.

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