quinta-feira, 13 de maio de 2010


Apenas rabiscos

Escrevo apenas rabiscos
Puro sentimento
Que vai brotando do peito.
Minha mão vai deslizando
E a caneta rabiscando
No papel vai gravando.

Fico até admirada
Até mesmo encantada
Do que vejo no papel
Acho que algum anjo
Pega na minha mão
E me ajuda a rabiscar

Mais o anjo não corrige
Os erros que vou deixando
Nesta folha de papel
De sentimento entendo
De português só um pouco
Mais gosto de rabiscar.

Meus amigos me desculpem
Pois na escola foi pouco
Se quiser me ajudar
Dou permissão a vocês
Ajude-me a corrigir
Este danado português.

Terezinha C Werson

Rua da solidão

Eu amava aquela terra
onde as ruas eram livres
onde eu podia correr.
Dei um nome a esta rua
rua da solidão
números das ilusões.

Lá as noites eram lindas!
Luar, estrelas, solidão
céu azul quase veludo
os vaga-lumes piscando
com inveja das estrelas
brilhavam pra se mostrar.

Noites enluaradas
a árvore fazia sombra
tudo ficava tão lindo!
E eu não parava de sonhar
ali eu plantei mil sonhos
e mil ilusões eu plantei
mas da rua da solidão eu sai
em outra terra fui viver
e as ilusões, e os sonhos,
não chegaram a florescer.

De: Terezinha C Werson---Santos SP

Meu mar...


Meu mar...

Que saudades...
Deixei-te bem... Lá, distante...
Meu mar de tantas cores
Azul, verde, e prateado.

Dos barquinhos que flutuam
Das palmeiras solitárias
Eu olho lá... Para o alto
Não sei se é céu, ou se é mar
Só sei que os dois são iguais.

nas tuas profundezas
Vejo a lua mergulhando
as gaivotas voando,
uma grande solidão.

meus pensamentos vagueiam
Na imensidão do meu mar
E na areia me sento
E fico a meditar...
Quem será mais solitário
Eu o barquinho ou o mar?

Ou quem sabe essas gaivotas
Ou será aquela lua?
Que esta no fundo do mar.

Autora:Terezinha C Werson
[MACEIO]

EU E A NOITE


EU E A NOITE

Eu a noite e essa melodia
Três solitárias.

Noite escura e tristonha
Eu alma solitária.

Melodia dolorida
Tristeza sem fim.

Noite silenciosa
Eu quieta ouço esta canção
Tão triste como a noite.

Noite fria
Alma encolhida
Quase morrendo
De tanta solidão.

No silencio desta noite
Fria e solitária
Falo com o meu Deus
Junto com esta melodia
Chego pertinho do céu.

Terezinha C Werson

terça-feira, 11 de maio de 2010

Na margem do rio


Na margem do rio

Na margem do rio eu sentava
Só olhando a correnteza
Descendo bem... sossegada
Dentro dele eu jogava
Meus sonhos e ilusões.

Um leve vento soprava
As folhas junto desciam
Um barulho bem... suave
Deixava-me entristecida
De tudo eu me esquecia.

Os meus sonhos eram tantos
Que ficavam encalhados
Nas pedras daquele rio
Ali eu me debruçava...

Uma tristeza medonha
Que doía a até a alma
O meu pranto era tanto
Que o rio transbordava.

TEREZINHA C WERSON

Minha vida de cigana.


Minha vida de cigana.

Já vivi em vales
E desertos
Nos sertões
E na cidade
Ate pertinho do mar
Já morei.

Muitas ruas
Muitas casas
Pisei no asfalto
Na relva verde
E no chão seco empoeirado
.
Vi coisas que não queria
Tantas que desejei
Com palavras fui ferida
Hoje nem ligo mais.

Se sou humilhada e choro
Respondo só com brandura
Procuro ser paciente.
Aprendi nessa minha jornada
Que ninguém tem que me amar
Mas eu tenho que amar
Todos os meus irmãos.

E assim eu vou seguindo
Esta vida de cigana.

Terezinha C Werson

Eu existo!


Eu existo!

Mesmo que eu não fale
Eu existo
Se as folhas caírem
Se as rosas murcharem
Se o pássaro emudecer
Se a noite escurecer
Eu existo.

Se a solidão da velhice
Acompanhar-me
Se o desprezo das pessoas
Entristecer-me
Se as lagrimas embaçarem
O meu olhar cansado
Se as mãos tremulas
Enfraquecerem
Eu existo.

Se todos me abandonarem
Mesmo assim eu existo
Porque tenho Deus
Que tudo supre
E com ele ao meu lado
Eu existo!
Terezinha C Werson

Quem sou eu

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Sao Paulo, Capital, Brazil
Gosto de escrever poesias prefiro escrever do que falar gosto de ler,nao tenho autor preferido, o importante é que seja um bom livro. escrever é uma maneira de mostrar o que nos vai na alma.

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