quinta-feira, 1 de outubro de 2009


Nos raios do luar

Saudades... Da minha infância.
Na calçada eu sentava
Nos raios da lua, eu me banhava
Com o manto azul eu me cobria.

Saudades... Da relva verde
Da minha infância...
Onde eu corria!
O vento brincava
Com os meus cabelos
Desmanchando os meus cachos.

Saudades... Do sopro leve do vento
Tocando na minha face
No meu vestido de chita estampado
E como anjo eu voava...

Saudades... Das flores dos campos
Onde lá dentro eu me perdia
E ramalhetes eu colhia
E a minha infância eu enfeitava
De sonhos e poesia...

Terezinha C Werson
19/9/2009

A alma


A alma e como a flor
Até o vento a machuca
O vento é como a alma
Passa e ninguém vê.

Na alma a nostalgia
Que só a alma conhece
A alma esconde a dor
Que os outros desconhecem.

No peito a solidão
E na alma amargura
só Deus é quem conhece


De:Terezinha C Werson -- São Paulo

Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.
2
Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.
3
Porque ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa.
4
Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel.

Pedido.

Senhor purifica os meus lábios
A minha alma
O meu coração
E os meus pensamentos.

Que os meus lábios sejam cheio de louvor
Que a minha alma seja branca como a neve
Que do meu coração
Saia bondade
Quero pensamentos bons.

Quero ser como uma fonte
De águas cristalinas
Que de mim flua bênçãos!
Mansidão e amor.

TEREZINHA C WERSON


Eu sou...

Eu sou a onda
Que bate de leve na areia.
Sou a onda que nas
Pedras bate enraivecida.

Sou mar calmo
E bem mansinho...
Sou o mar
revolto que vira qualquer barquinho.

Sou a garoa fininha
Que deixa a relva verdinha.
Sou a tempestade forte
Que tudo sai arrastando.

Sou a brisa bem... Suave...
Que delicada acaricia
Sou o vento assustador
Que passa e ninguém vê

Sou o sol do amanhecer
Que ilumina as palmeiras.
Sou o sol forte inclemente
Que queima todo o sertão.

Sou a noite toda azul
Com luar e com estrelas.
Sou a noite tão escura
Que dá medo de olhar

Sou o tempo com sol
Alegre, e brilhante.
Sou o maior temporal
Lavando todo o meu rosto.

Sou a relva bem verdinha
Onde da pra descansar
Sou a floresta imensa
Onde ninguém consegue entrar.

Autora Terezinha C Werson
30/12/2008[ultima poesia de 2008
]

Sol céu azul.

Paredes sem fala
Aqui tudo é tão triste
Solidão...

Lá fora sol e céu azul
Gaivotas voando no infinito!
Canto de rouxinol
Andorinha na janela
Bem-te-vi pousa na flor
Borboletas no jardim
Em cada galho um passarinho
E aqui dentro solidão...

Vou fazer como os pássaros
Abrirei a minha porta
Sairei desta prisão
Vou olhar o céu azul
No calor do sol me banhar
Olhar para o infinito
Cantar como o rouxinol
E voar como a gaivota.

Abrirei esta janela
Para andorinha entrar,
Vou pegar o bem-te-vi,
Olhar mais aquela rosa
Contemplar as borboletas
Olhar os pássaros
Nos galhos.

E a solidão, que se dane!
Vou olhar para este céu
E me banhar neste sol.

Mais qualquer dia,
Subirei uma montanha
A mais alta que houver
Abrigar-me-ei como a águia
E ninguém me encontrara.

Terezinha C Werson

Surge a primavera.

Depois do inverno escuro
Surge a primavera florida.
No meu jardim eu plantei,
E hoje vi florescer.


Da- ma -da - noite, Rosa, e branca,
Lagrima –de –cristo, Vermelho, e branco,
A bela Hortência, rosa, branca, e amarela,
Gardênia, amarela, e branca.
De lírios enchi o meu jardim.

E entre as flores,
Borboletas se misturam,
Formando um colorido belíssimo!

TEREZINHA C WERSON



quarta-feira, 25 de março de 2009


segunda-feira, 23 de março de 2009

Janela da solidão.

Me encostei na janela
Olhei para o céu.
Estava azul, tão azul
Que parecia turquesa
Todas estrelas brilhavam
Que parecia brilhantes.

Voltei pra sala e sentei-me
mais a tristeza era tanta,
Que pra janela voltei.
Ergui os olhos outra vez
Não havia mais azul
E não havia estrelas
E o brilhante acabou.

Ergui os olhos e pensei,
O azul virou tristeza
As estrelas se esconderam
E o brilhante se apagou.

Baixei os olhos e pensei...
A vida não tem azul
Nem tão pouco tem estrelas
E todo brilho acabou.

Voltei os olhos pra alma
La dentro vi tudo escuro
Não tinha nenhuma estrela
E todo brilho apagou.

Fechei os olhos e pensei...
O céu ficou tão triste
As estrelas sumiram
O brilhante já não brilha
E a alma é tão triste,
Porque a alegria fugiu
E se a tristeza persiste,
De solidão morrerei.

AUTORA:TEREZINHA C WERSON--1993



Só a lua

Por entre arvores caminho.
Chão coberto Por folhas
Amarelas, e verdes
É outono, e as folhas caem
Galhos secos estendidos
Para o céu, a espera
De novas folhas,
Que logo brotarão.


Continuo a caminhar
Elevo, os olhos para o céu
Procuro estrelas,
Não as vejo
Porque nenhuma á
Olho entre as arvores
Algo brilha
Entre os galhos,
Uma lua redonda
Cor de prata brilha
Entre os arvores quase sem folhas

Continuo a caminhada entra as arvores
Novamente elevo os olhos para o céu
Lá, esta a lua entre as nuvens
Entra sai e parece está brincando,
Pois estrelas não existe
E hoje quem brilha é ela.


AUTORA:TEREZINHA C WERSON--1/4/2007 PEDRO DE TOLEDO

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009


Cortina azul

Cortina azul
Quase branca,
Bem transparente.
Um leve vento
Bate bem devagar...
E a cortina
Num bailado silencioso
Vai de um lado para outro.

E através da cortina
Olho o meu jardim florido
Um leve perfume, invade a casa
E a cortina azul transparente
Continua o seu bailado
Ao leve toque do vento.

Coloco uma musica bem... Suave
Para maior beleza,
E continuo a contemplar
A beleza do jardim.
Para o céu elevo os olhos,
E para lá eu me transporto.

E através da cortina
Fico a contemplar,
A aquele jardim florido
E o imenso céu azul,
Beleza maior não existe.
O vento bate mais forte
E a cortina se abre
Para a imensidão.

Autora: Terezinha C Werson--2007

Entre galhos

Por entre os galhos
Eu vejo,
Vários, casebres.
Cobertura céu azul
Tapete o mar esmeralda
Galhos quase secos
Mas, ainda resta
Algumas folhas
E flores.

A noite vai chegando.
Por entre galhos, eu vejo
O sol quase se escondendo
E um barquinho solitário
Vai chegando devagar,
Na solidão do lugar
Um barquinho solitário...
Mais solitário do que eu...

AUTORA:TEREZINHA C WERSON--SANTOS--15/4/2007

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009


Estou aqui
não porque deva estar,
nem porque me sinto cativo
nesta situação, mas porque
prefiro estar contigo,
a estar em qualquer
outro lugar no mundo..."

((Richard Bach
))

domingo, 18 de janeiro de 2009


Montanhas distantes...

Quando criança,
Eu ficava a olhar as montanhas
Que ficavam em frente a minha casa.
Minha imaginação de criança tentava
Saber o que havia por trás de tanta beleza.

Aos, meus pensamentos,
Eu dava asas,
E, lá iam eles entrando na aurora,
Descortinando a imensidão...
E assim, eu ia transpondo,
Uma, a uma, as montanhas da minha vida.

Por entre os galhos secos vi o sol
Vi borboletas, e flores, tocar, lá... No céu.
Vi a lua refletida nas águas escuras da noite,
E a arvore fazendo sombra na imagem daquela lua.
Vi a beleza do mar
Vi rios, e cachoeiras, indo pro mesmo lugar.
Vi uma longa... Estrada, onde eu tinha que andar.

Vi Jesus tão solitário,
Olhando a humanidade, que ele morreu pra salvar.
E eu sentei-me ao seu lado
Pedindo-lhe proteção.
Vi o mundo dividido, vi o pobre vi o rico,
Também vi o egoísmo, a divisão do pão, eu não vi.

E assim eu fui voando, na minha imaginação.
Já transpus quase todas as montanhas da minha vida,
Muitas escadas subi, e falo com Deus, todos os dias
Para que nesta subida, eu não caia
E na minha grande solidão vejo Deus...

Parei, para uma oração,
Vi que as montanhas são como a vida
Passamos à vida,
Atravessando montanhas rios e desertos...
É como longas... Estradas escuras
Mais atrás de cada montanha existe uma beleza imensa!

Sol, e uma imensidão...
Existe uma grande luz
E um Deus que nos ouve
É só orar, e falar com ele.
E, a mais árdua montanha,
Se transformara em pastos verdejantes
E na noite escura
Haverá muita luz
Por que Deus esta comigo

AUTORA: TEREZINHA C WERSON--SANTOS-SP-2008

O navio,

Que apito triste e este que acabei de escutar?
Mais parece um lamento
Daquele que vai partir.

E um gigantesco navio
Que o porto vai deixar,
Da minha janela vejo
O navio se movendo
Devagar...

E este apito
Tristonho?
Sinto que vou chorar...

Vai partindo
De mansinho...
E lá vai ele sumindo...
Na solidão deste mar.

Pequenino vai ficando,
E foi desaparecendo
Entre o céu e o mar.

Autora: Terezinha C Werson/2/3/2008

Meus desertos...

Hoje viajei
Pelas ruas do meu ser,
Vi meus jardins, e meus desertos.
Nas ruas do meu ser
Vi o bem, e vi o mal,
Mais vi o bem, vencer o mal
.
No meu deserto
Senti fome, senti sede,
Senti frio, e calor,
Noites escuras enfrentei
Mais a minha fé foi bem maior
Comi maná, bebi água,
Que jorrou da rocha ressequida
.
No meu jardim
Plantei o bem,
Esperei com paciência,
E vi brotar bondade
Amor, e misericórdia.
Pelo meu irmão,
Tudo isto eu colhi.

Autora: Terezinha C Werson
20/2/2008

Sem rima

Minha poesia
Não tem rima
È livre, voa
Como a andorinha
Pelo infinito
Da minha imaginação,
Corre solta como o vento
Vai onde quer
Entra em qualquer lugar
No mar,
Nos bosques e jardins
Na chuva
Na neblina,
Na tristeza e alegria
Nas cidades iluminadas
Nos casebres empobrecidos
Nas madrugadas
Nas noites escuras em trevas
Nas noites enluaradas
Nos sertões seco e sedento
E também nasce do amor
Poesia é sentimento
E sentimento
Não tem rima
Brota da alma
Como jorra água da fonte.

Autora:Terezinha C Werson
Domingo, 10 de fevereiro de 2008
Meu quarto

Meu quarto
Pequenino,
Onde oro
Num sussurro,
Medito,
Choro baixinho
Sobre meu amigo
Travesseiro,
Canto quando quero,
Onde guardo
Meus cadernos
Cheios de sentimentos,
Onde estão meus
Pensamentos,
Nas noites silenciosas
Eu fico com o meu Deus.

Autora:Terezinha C Werson
Sábado, 9 de fevereiro de 2008

sábado, 17 de janeiro de 2009

Lembranças

Da infância tão alegre
dos amigos da escola
das brincadeiras inocentes
do luar, que iluminava a minha rua
daquele céu tão azul
estrelas, até no chão
caindo entre as arvores
refletidas na lagoa,
tudo era tão bonito!
mas que pena acabou.

Das sombras daquelas arvores
onde eu ficava sentada
rabiscando ilusões
sonhos e fantasias
dali eu me transportava
para um mundo tão bonito!

Lá eu criava castelos
e podia habitar.
eu falava com os anjos
e eles me respondiam
tudo era tão bonito!
E eu não queria voltar.

Das historias tão bonitas
que minha avó me contava
todas eram Tão reais
que eu não cansava de ouvir
de tesouros enterrados
mais ninguém nunca sabia
onde havia tanto ouro
e assim ia vivendo no
mundo da fantasia
como eu era criança
tudo aquilo era real.

neste mundo eu usava
vestido de seda pura
cabelos longos ao vento
pés descalço relva verde
flores do campo eu colhia
colocava nos cabelos
e me tornava princesa
e acreditava que o
rei Midas existia.

Naquele riacho amigo
eu sentava pra olhar
a água era cristalina
via pedrinhas rolando
na correnteza sumiam
outras coitadas tentavam
mais não saiam do lugar

naquele riacho amigo
eu sentava pra pensar
a beleza era tão grande!
Que eu começava a sonhar
viajava pra tão longe...
que era difícil voltar
via folhas e garranchos
descendo naquelas águas
e a correnteza levava
até os meus pensamentos
e nas curvas do riacho
muitas vezes se encalhavam.

Em todas as minhas noites
existia vaga-lumes
brilhavam por toda parte
era no meio das arvores
e nas flores do jardim
mais pareciam estrelas
num eterno pisca pisca
tudo era tão bonito
e os meus olhos não cansavam
de tanta beleza olhar.

Autora: Trerezinha C Werson

Quem sou eu

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Sao Paulo, Capital, Brazil
Gosto de escrever poesias prefiro escrever do que falar gosto de ler,nao tenho autor preferido, o importante é que seja um bom livro. escrever é uma maneira de mostrar o que nos vai na alma.

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