quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

crônica

Crônica.

Certa vez ouvi
Um garotinho aos berros,
Corri para olhar, e vi
O pequenino com os dedinhos
Preso na corrente de uma bicicleta.
Aos gritos falava:
Não quero morrer!E no seu desespero
Repetia o salmo 23
Um homem vendo o desespero
Da criança pegou uma serra
Bem frágil e começou a serrar a corrente
Que de nada adiantava.
Enquanto isso o garotinho transpirando e assustado
Repetia sem parar O Senhor é o meu
Pastor e nada me faltará.
Não sei como, ou por que
Alguém levantou a bicicleta
A roda girou e os dedinhos
Ficaram livres da corrente
Restando apenas uma marca
Vermelha nos dedos.
Aprendi que às vezes um simples gesto
Pode nos libertar das correntes.
O garoto agora adulto
Está sempre prendendo os dedos
Em correntes fortes
Continua gritando.
Mas do salmo 23 nem se lembra
O que sei é que Deus dele nunca esquece
Está sempre girando a roda da vida
Para que ele fique livre, o que ele ainda
Não aprendeu que isto se chama livramento Espiritual.

Terezinha C Werson

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

NATUREZA BELEZA E PAZ

Natureza beleza e paz.

Morei muito tempo num lugar
Onde a musica era o canto dos pássaros
A iluminação da noite era as estrelas o luar e os vaga-lumes
Falava com as nuvens que de repente se transformavam
Em anjos. No silencio eu ouvia a voz de Deus.
Acostumei-me a sonhar olhando o azul,
Entrava em profunda meditação...
Enfim adormecia.
Quando acordava e via luz da manha
Ficava feliz e saia a caminhar pelas estradas andava descalça para sentir a areia macia. a manha era linda! Pássaros
Escondidos entre os galhos enfeitavam a manha iluminada
Na roseira vermelha as borboletas pousavam,                            
Uma brisa leve balançava os galhos
E as borboletas num leve voou sumiam...
Havia uma fonte cristalina onde me debruçava
Só para ver céu no fundo daquela fonte
Como eram belas as noites e o amanhecer
Beleza e paz moravam ali
Musica: canto de pássaro
Noite: iluminada pelo luar estrelas e vaga-lumes
Nuvens brancas: eram os anjos
No silêncio com Deus eu conversava
Contemplando o fundo do lago eu via o céu e sonhava...

Terezinha C Werson



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

NASCI PARA VOAR

Nasci para voar.

Não tenho asas
Mas voou.
Meus pensamentos
Tem asas
E me levam num segundo
As alturas.
Ai de mim se não voasse
Com certeza morreria
De tristeza.
Olho o céu e quero
Ver sua beleza de perto
Então voou
E no azul vou entrando
Nas brancas nuvens
Faço meu ninho
Espero o cair da tarde
Quando o sol se esconde
Entre as montanhas
E a noitinha chega preguiçosa
As estrelas começam a brilhar
Novamente lá se vão meus
Pensamentos voando entre as estrelas.
Nasci para voar
Ai de mim se não voasse
De tristeza morreria...

Terezinha C Werson


ESCURECEU

Escureceu...

De repente um manto
Negro sobre a cidade se estendeu.
Dentro de mim um medo estranho.
Gotas pesadas lavam as vidraças
Um vento enraivecido
Bate no telhado
Raios riscam o céu negro
Trovoes gritam na escuridão
Ruas em rios se transformaram
Quase noite, prédios já não enxergo
Algumas luzes já começam a piscar
E o céu negro ficou cinzento
E o meu medo pouco a pouco
Acalmou-se.

Terezinha C Werson




domingo, 4 de dezembro de 2011

RABISCOS NA AREIA

Rabiscos na areia

Da solidão do domingo
Cansei-me...
Lentamente abri a porta
La fora tudo cinza.
Voltei, em frente
A janela sentei-me.
Uma melodia
Solitária ecoava
“Il mare calmo della sera”
Musica linda! A voz do cantor subia
 Até o céu  e para terra voltava
 Pura melancolia...
Novamente levantei-me
Abri a porta passos silenciosos...
Caminhei ate o mar
Com os pés rabisquei na areia
Toda aquela solidão.
Sobre os rabiscos
As ondas bem de leve passavam
Nenhum deles apagava
Outra onda bem leve
Acariciava meus pés
E bem baixinho falava
Sou mar imensidão
Sou onda mansa solitária
Vou gravar os teus rabiscos
Solitários como eu e jamais
Apagarei.
Terezinha C Werson
4/12/2011


sábado, 26 de novembro de 2011

CRÔNICA

Crônica



Meus valores.
Minha infância
Feliz, pai austero
Porem presente.
Colo não lembro
Mas lembro do homem
Que sabia curar minhas feridas,
Palavras firmes, porem repreensão
Saudável, muito ouvi de meus pais.
Respeito ao próximo, aos velhos respeito
 Doçura nas palavras, união entre irmãos
Em volta da mesa silencio... Horas das refeições
E sagrada,quando chamava um filho
Jamais podíamos responder espere um pouco.
Obediência. Deus, respeito, verdades, falar baixo
Humildade gratidão, e honestidade
Éramos sete filhos, ensinamentos iguais a todos
Dizia: quando alguém fala ouve-se, jamais interromper
Ou se intrometer nos assuntos dos mais velhos.
Leia muito quando não souber o significado
De uma palavra olhe no dicionário. Quando receber visita se comportem.
Ao visitar alguém faça o mesmo. Recebi algumas palmadas necessárias em troca recebi ensinamento que me trouxeram
Um grande aprendizado, faculdade não tive.
Mas tive pais sábios.
Este tesouro guardo com carinho. Vale mas do que muito ouro.
E muitas faculdades.

Terezinha C Werson



sexta-feira, 18 de novembro de 2011

BRINCANDO COM O TEMPO

Brincando com o tempo



O tempo tenta

Levar-me a andar

Encurvada.

Teimo e ando altaneira...



Tenta levar-me a

Esquecer teimo

Brinco com ele leio

Escrevo e as lembranças

Não se apagam.



Tenta deixar-me

Medrosa.

Venço o medo.



Saio andar pelas

Calçadas olhar

As alamedas floridas

Contemplar o luar

Contar as estrelas.



Tenta a atrapalhar

Os meus passos

Caminho firme

Sem medo de tropeçar.



Sei que o tempo

Não é meu, por isso

Espero o tempo

De Deus.



Terezinha C Werson

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ENTARDECIA...

Entardecia...



Cansada da lida
Do dia fui à procura
De um cantinho
Onde eu pudesse meditar
Onde pudesse sonhar.
Entrei num mundo
Encantado.
Aqui estou
Sentada olhando
O mar imenso...
Ondas brancas e vagarosas
Deslizam sobre a areia.
Sobre as ondas jogo
Os meus pensamentos
Que se perdem na imensidão...
Abro as janelas
Dos meus sonhos
E deixo que eles
Voem... Sonho alto!
Sonho longe...
Pensamentos e sonhos
Unem-se numa viagem linda!
Sem fronteiras...
Sou livre para pensar
E sonhar...
Sou livre para voar...

Terezinha C Werson
17/10/2011

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

ALMA ADORMECIDA


Alma adormecida.

Alma adormecida
Tão tristonha...
Escondida entre as nuvensNebulosas, sem desejo
De acordar, sem desejo
De voar. pobre de mim uma
Alma solitária
Está morta
Sem morrer
- falei: minha alma desperta,
Sai desta neblina
Voa a procura
De uma luz.

Terezinha C Werson








quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CLAREIA O MEU CAMINHO

Clareia o meu caminho.



Senhor está
Escuro clareia
O meu caminho.

Perdi-me na escuridão
Preciso da tua
Luz.

Perdi- me na solidão
Não consigo
Alegrar-me
Vem Senhor me iluminar.

Estou só na multidão
Vem senhor
Me acompanhar.

Eu grito
Ninguém escuta
Vem Senhor me escutar.

Terezinha C Werson


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

MARAVILHOSA GRAÇA

Maravilhosa graça








Sobre a maravilhosa
Graça de Cristo
Eu vi o mar brincado
Com as ondas.


O sol vermelho
Dentro do mar brilhando.


Vi os pássaros em revoada
Vi uma floresta imensa
Na serra sumindo
No meio um rio azul
Cantarolando baixinho.


Vi uma plantação de trigo
Dançando ao som do vento.


Vi nuvens brancas formando anjos
Entre o céu e a colina
De joelhos estendi os braços
E agradeci um arco Iris
Como um manto
Sobre mim se estendeu.


Sussurrando cantei.
Maravilhosa graça.


Terezinha C Werson
Poesia escrita enquanto
Ouvia hino maravilhosa graça
Belo demais.
28/9/2011

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

VIDAS SEM SONHOS

VIDAS SEM SONHOS





Vi na beira
Da estrada
Um casebre pequenino
Um homem, uma
Mulher, e alguns filhos.
Sujeira, trapos,
Comida apodrecida.
Quem passa naquela
Estrada nem olha.
Coitada daquela
Gente sem sonhos
E sem esperanças.
Amanhece a fome mora
Naquele casebre.
-Mãe, hoje tem aula?
-Tem meus filhos
Mas alimento
Não tem de barriga
Vazia ninguém vai à escola.
-Um homem lhes pergunta
- Vocês não têm medo
Que este casebre desabe?
-Sim: muito medo
Mais o que fazer se
Não podemos consertar.
-Outra pergunta
Quem passa pela estrada
Não dão uma ajuda
A vocês? não.
O pai quase não fala
No olhar uma tristeza
Que dava dó
A mulher chora
Soluça, as lagrimas
Escorrem molhando o peito.
As crianças choram, as lagrimas
Escorrem lavando a face
Não falam soluçam.
-uma pergunta a uma menina
Qual o seu desejo?
Responde: Uma casa
Onde a gente deite e durma
Sem medo que desabe
Sobre nós.
Acaba a reportagem
O repórter vai embora
E aquela pobre gente
Continuam sem sonhos
E sem esperanças.
Essa é a nossa gente
Abandonados sem futuro.

Terezinha c werson
26/9/2011
Vi essa reportagem triste.


Minha alma chora

Minha alma chora.







Minha alma chora
Num gemido
Quase grito,

Dor, quase morte.
Peito dorido
Olho, e viajo
Para o infinito.
Numa súplica
Angustiante.
Clamo ao meu Deus
Senhor! Socorre-me
Antes que esse pranto
Afogue essa alma
Tristonha e solitária.
Voa minha alma
Para os montes
E não voltes
Lá faz morada.

Acalenta minha alma
Meu Senhor.

Terezinha C Werson
26/9/2011

Neste sol

Neste sol

 Vou caminhar
Neste sol
Aquecer o meu corpo.


Vou caminhar
Neste sol
Aquecer minha alma
Olhar o céu azulado
E a terra brilhando.


Vou caminhar
Neste sol
Olhar o mar
Quase verde
E as ondas branquinhas


Vou caminhar
Neste sol
Olhar
As árvores floridas
E os jardins coloridos.


Vou caminhar
Neste sol
Aquecer o meu corpo
Fazer minha
Alma sorrir.


Terezinha C Werson
26/9/2011



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

QUE LINDO!

QUE LINDO!


Acordei e ouvi uma
Musica que me tocou.
Chorei...

Senhor esse louvor
Inspirou-me.

Meu pai também preciso
Tanto de um milagre,
Já toquei nas tuas vestes
Espero um milagre.

Sei que meus sonhos
Pode renascer.

Que tu podes
Remover essa neblina
Que me deixa parada
Sem caminhar
Impedindo a minha visão.

Espero um milagre
Preciso do sol da manhã
Preciso de esperança
Preciso tanto ouvir
A tua voz sentir a tua mão.

Jesus estou tão só no caminho
De Emaus espera por mim deixa
Que eu siga contigo.

Preciso tanto
De ti, seca o meu pranto
Alivia a minha angústia
Ilumina a minha alma.
Restaura-me Jesus.

Terezinha C Werson
22/9/2011
Com base no louvor ressuscita-me

LIBERDADE.

Liberdade.


Quando quero
Liberdade vôo

Quando quero
Paz falo com Deus.
Entre as flores me sento
Olhando as borboletas
Pousando sobre as rosas.

Quando quero
Meditar Sento
Na margem do riacho
Fico a olhar a correnteza
Passando bem... Devagar...
Sobre as águas jogo
Meus pensamentos
Deixo que eles mergulhem
Bem no fundo do riacho
Livre nas águas vão rolando.

TEREZINHA C WERSON
Quinta-feira, 22 de setembro de 2011




Quem sou eu

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Sao Paulo, Capital, Brazil
Gosto de escrever poesias prefiro escrever do que falar gosto de ler,nao tenho autor preferido, o importante é que seja um bom livro. escrever é uma maneira de mostrar o que nos vai na alma.

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