quinta-feira, 1 de março de 2012

CASINHA DE TAIPA.



Sai sem destino a caminhar...
Ao longo do caminho
vi uma casinha de taipa,
cansada de tanto andar
pedi para me abrigar.
Descansei. Olhei bem...Nada havia
só uma esteira estendida
sobre o chão esburacado.
No canto um fogão a lenha
panelas velhas vazias
a lenha quase acabando
sobre as brasas muita cinza.
A mulher sentada no chão
roupa velha pés descalço
alegria eu não vi,um rosto
sem formosura
uma alma solitária
nada eu escutei, nem canto
de passarinho,nem conversa
de vizinho. Coitada tão
solitária assunto ela
não tinha, nada tinha
o que fazer, a não
ser esperar a noite para
as estrelas olhar. Coitada
tao solitária
pois nem rezar aprendeu.
Terezinha C Werson
01/03/12

Um comentário:

Miriam de Sales Oliveira disse...

Adorei seus versos,tão simples e singelos.

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Sao Paulo, Capital, Brazil
Gosto de escrever poesias prefiro escrever do que falar gosto de ler,nao tenho autor preferido, o importante é que seja um bom livro. escrever é uma maneira de mostrar o que nos vai na alma.

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