terça-feira, 31 de agosto de 2010

Um raio de sol

Um raio de sol

Na sala um raio de sol
Uma mesinha caderno e caneta
Tento escrever inspiração nenhuma
Olho lá fora através da cortina
Branca e transparente
Que parece brincar com o vento.


Olho vejo o tempo passando
Manhã sol entardecer colorido
A noite chega silenciosa...
Tento escrever inspiração nenhuma.


Novamente olho o tempo passando...
Primavera: flores borboletas tudo é belo
Vejo o tempo passando
Verão muita luz calor praia.


Outono folhas cobrindo o chão
Arvores amarelada.
Inverno frio chuvoso nebuloso
Vejo o tempo acabando.


A cortina branca transparente
Num leve balanço a brincar com o vento
Eu? Sem inspiração
E o tempo acabou...


Terezinha C Werson







Primavera alegre

Flores de tantas cores
De tantos perfumes
Os campos todos floridos
Nos jardins tanta beleza!

O riacho corre lento
Esperando uma flor cair
Pra levar na correnteza.

A esperança renasce
A brisa bem leve passa
Roçando na primavera
Com medo de machucar.
.
Dias e noites mais belos
Por causa da primavera
Os dias têm sol ameno
Para as flores não queimar.

Terezinha C Werson
7/8/2010

ACOSTUMEI

ACOSTUMEI


A andar só
E por caminhos estreitos.


A dizer sim quando não quero
Evito contendas.

Acostumei a com as insatisfações
Que a vida me reserva.
A sorrir, quando o desejo é chorar
Acostumei com a indiferença
Do meu próximo.

Ficar muda, quando quero falar
A fingir surdez, quando tudo ouço
A escrever e não falar.

TEREZINHA C WERSON
31/8/2010







 Por largas estradas...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

No quintal da casa grande

No quintal da casa grande

Quando o crepúsculo descia
O céu todo colorido...
No quintal eu me sentava
A olhar o céu, e uma roça
De algodão, tão branquinha...
Eu nem sabia decifrar
Se era nuvem ou algodão
Que cobria o roçado.

Quando o galo cantava
Logo eu despertava
Ouvia uma cantoria
Mais parecia um lamento
Abria a porta e olhava
Aquela gente colhendo
O algodão orvalhado.

Eu no quintal me sentava
Ficava só escutando
Aquele povo cantando
As mãos cheias de algodão
Eu ficava imaginando...
Acho que aquilo
É nuvem que caiu lá no roçado,
De algodão orvalhado.

No quintal da casa grande.
O povo todo cantava
Mais parecia um lamento
Eu sentada no quintal
Ouvia e observava
A beleza orvalhada
Da roça de algodão.

Terezinha C Werson


sábado, 14 de agosto de 2010

Aprendi que:

Aprendi que:

Aprendi que tenho
Que caminhar só
Não posso ser dependente
Tenho que ser forte e independente
Se cair levantar sem lamentações
Não ser fardo pra ninguém
Ser confiante e nunca fraquejar
Ter alma forte e não chorar.

Aprendi que:
Tenho que olhar pra Deus e acreditar
Que com ele tudo posso
Que ele me fortalece
Se cair ele me levanta
Ser dependente só de Deus
Todos os meus fardos
Só ele pode carregar
Se fraquejar pedir pra ele me ajudar
Mesmo que eu chore
Amanhã eu sorrirei.

Aprendi que:
Com o meu Deus
Todas as batalhas vencerei.

Terezinha C Werson




sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Coisas belas da vida.


Coisas belas da vida.

Céu azul ensolarado
Entardecer colorido
Pássaros cantando na janela
O vôo do beija flor
Borboletas coloridas.

O desabrochar de uma flor
Noites enluaradas
Vaga-lumes brilhando
No meio da escuridão.

Chuva miúda caindo
Sobre as flores do jardim
O orvalho da madrugada
A cachoeira descendo
O rio correndo lento
O riacho sussurrando
Baixinho quase em silencio.

As ondas do mar batendo
Brincando com a areia
O vento leve tocando
Nas folhas secas do chão.

Nesta beleza vejo bênçãos
Todas presente de Deus.

Terezinha C Werson




sábado, 7 de agosto de 2010

O arco Iris

O arco Iris

Havia um lago
Todas as tardes os cisnes
Chegavam em revoada
No lago flutuavam...
Em então eu ficava
Ali olhando a dança
Dos cisnes sobre as águas.
Um belo arco Iris surgia
E sobre o lago se estendia...
Olha a beleza!
Um lago azul
Uma planície verdejante
Vários cisnes flutuando
Um arco cobrindo
Toda aquela beleza!

TEREZINHA C WERSON
7/8/2010

Outono.

Outono.

Vou caminhando...
Nas folhas secas pisando
Arvores amareladas
Vento soprando forte
Derrubando todas as folhas,
Colorindo todo o chão.
Neste tapete vou andando
Agora olho a estrada
Estou quase no final
Neste tapete colorido
Quero adormecer
E nunca mais despertar...
Terezinha C Werson
7/8/2010

Reflexão

Reflexão

Suspeito de quem se enaltece
Olha só as qualidades
De quem gosta de gabar-se,
Ostentan-se assim:
Sou inteligente
Simpático
Bonito
Bom amigo
Comunicativo
Aonde chego é uma festa!
Cuida-se nesta não entre.
Pois está faltando humildade
Caráter se conhece pela simplicidade
Amigo, espera o elogio dos outros.
Jesus foi humilde
E isso nos ensinou.
Somos nada num segundo
Nos transformamos em pó
Dele viemos para ele vamos voltar
E arrogância se acaba
Numa tumba gelada.
TEREZINHA C WERSON
7/8/2010




Hoje me lembrei...

Hoje me lembrei...

Do casarão silencioso
Onde o sól da manhã
Entrava porta adentro
Iluminando a sala solitária.

Lembrei-me das tardes quietas,
Das montanhas distantes
Onde o sol descia devagar
E lá atrás se escondia...

Lembrei-me que vagarosamente
A lua aparecia
E porta adentro entrava
O casarão iluminado.

Lembrei-me da lamparina
Trêmula quase apagando
Das réstias de luz que pelo telhado
Descia... sobre a sala solitária...

Lembrei-me que eu solitária
Cobria-me de luar
E nos sonhos mergulhava...
E solitária soluçava...
Terezinha C Werson
7/8/2010





sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Poesia do caboclo

Poesia do caboclo.

Nasce lá no sertão
No canto do sertanejo
Da tristeza da cabocla
Do lamento da criança
Do sol queimando sem dó
Do calor que sai do chão.

Do rio seco só pedras
Do pássaro que bate as
Asas, deixando
Mais triste o sertão.

Do caboclo que partiu
Sem rumo todo choroso
Com saudades do seu chão
Da plantação que morreu
Porque a chuva não chegou.

Da fome que fez morada
Na terra seca do sertão,
E a poesia do caboclo
É uma lamentação
Que sai do fundo da alma.

E o sertanejo coitado
Derrama todo o seu pranto
Nas crateras do seu chão.

Terezinha C Werson

quinta-feira, 29 de julho de 2010

NESTE SOL



NESTE SOL


Neste sol vou me aquecer...
Vou caminhar na areia
Pegar a espuma das ondas
Olhar Jesus rabiscando.


Ao seu lado ficarei
Os rabiscos que ele fez
As ondas não apagaram.


Neste sol vou me aquecer
Ouvir a voz do Senhor
Com ele vou caminhar...


Entrarei naquela festa
Verei aquele milagre
Da água ele fez vinho
Vi todos os convidados
Comentando o milagre.


Entrarei naquele barco
Junto com meu Jesus
Pois sei que ele ao meu lado
O barco vai navegar.


E aquela tempestade
Em sol vai se transformar
Vou me aquecer neste sol.




(Terezinha C Werson)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

SELO [PRESENTE DE POESIAS ENCANTADAS]

Turbulência.

Turbulência.

Que turbulência é esta
Que esta me agoniando?
Senhor vem me ajudar.

Coração todo agitado
Sonhos tumultuados
Vem senhor me acalmar.

Pensamentos inquietos
Uma sonolência medonha
Vem senhor me acalentar.

Desassossego na alma
Peito quase arrebentando
Senhor vem me agasalhar.

Terezinha C Werson.
15/7/2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

EXISTE UMA LUZ.

EXISTE UMA LUZ.

Sai por ai caminhando pensativa...
Ouvindo uma melodia
Tão triste que até a minha alma
Soluçou, num soluço sem tamanho.

Sai por ai caminhando pensativa...
A procura de uma paz que a
Muito foi embora
Olhei para um pequeno regato
Vi a paz sentada bem quieta...
na margem do regato pequenino.

Sai por ai caminhando tão tristonha
Fui à procura da alegria
Que a muito me deixou
Olhei para um campo florido
La estava ela...
Entre as flores do campo
Correndo junto com o beija-flor.

Segui um caminho tão estreito
Mal podia caminhar
Os espinhos e as pedras
Minha alma machucou.

Olhei... já era escuro
Mais logo uma luz brilhou
Olhei mais uma vez
Vi um anjo tão bonito
Sorrindo para mim.

Vi Jesus com seus braços estendidos
Fui correndo ao seu encontro
Em seus braços me abriguei
Suas mãos tão carinhosas
Minha face enxugou.

TEREZINHA WERSON

Imensidão dourada

Imensidão dourada.

Nesta imensidão dourada vou sumir...
Neste sol incandescente
Neste mar de ouro vou caminhar.
Com tristeza vou olhar
Estes galhos ressequidos
Se desmanchando no vento
Espalhando os garranchos
Neste horizonte amarelo
Bem... alem da montanha
Tentarei me esconder
Ou acharei algum cantinho
Na sombra de algum galho
Onde eu possa adormecer,
Não me chame
Despertar eu não quero
La ficarei para sempre
Quero como manto
O infinito dourado.
TEREZINHA C WERSON





quinta-feira, 15 de julho de 2010

Se Deus quiser...


Se Deus quiser...

Desta manhã chuvosa
Fará surgir um belo sol!
Estes pássaros encolhidos
Tristonhos entre os galhos
Sobre os raios do sol
Alegres voarão para o infinito.

Se Deus quiser...
Esta alma tristonha e encolhida
Sairá à procura do sol
Libertar-se-á desta solidão
Pelo infinito voará
Entre os raios do sol
Se aquecera.

Se Deus quiser...
Esta lágrima morna
Que pela face escorre
Se transformará em alegria
E pelo infinito ensolarado
Sairá cantarolando
E louvando pelo sol,
Pelo pássaro que voa
Sob o azul do infinito,
Pela lágrima triste que se fez alegria.
Se Deus quiser...

Terezinha C Werson
15/7/2010


quinta-feira, 8 de julho de 2010

MANHÃ AZUL

Manha azul


Manhã... Bela! Céu azul,


pássaros voando, alto!


Passeando sob o céu


vento batendo bem, leve...


Nas ondas verdes do mar.






Ondas batendo na areia


ondas batendo nas pedras,


onda batendo nas ondas,


som saindo das profundezas do mar


olho longe... Bem distante...


E os meus pensamentos vagueiam


nas profundezas do mar.






Ondas batendo na alma


e me fazendo sonhar.


Sonho... Sonho...


De tanto sonhar cansei.


Afoguei os meus sonhos


nas profundezas do mar.






Terezinha C Werson-24-2-94 Santos

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Bela mensagem.

Bela mensagem.

Homem rico bela mensagem linda!
Cheia de humildade e de coragem
Belíssima homem rico.
Superas a doença com otimismo
Entre lençóis branquinhos
Um belo quarto confortável
Médicos e enfermeiras prestativos
Alimento variado.
Bandeja bonita, pratos copos e talheres esterilizados
Tens sorte apesar da doença.
Tua coragem é invejável!
Que pena homem rico
Tenho uma triste mensagem.
Vi tantos doentes nos corredores dos hospitais
Deitados em macas duras e lençóis amarelados
Gritam gemem e ninguém ouve
Pobres doentes pobres...
Médicos e enfermeiras passam e nem olham
Sem mensagens bonitas
Esperam num corredor frio do hospital
A piedade de um médico indiferente
Entre lençóis amarelados vão perecendo
alimento sem sabor precisas engolir
Passa uma mensagem bonita!
Pobres doentes pobres...
Quem sabe homem rico
Um milagre seja a mensagem
Daquele que se chama Deus!
Terezinha C Werson



Despertar melancólico

Despertar melancólico



Despertei ainda escuro.
Janelas fechadas
Frio cortante, melancolia...
Desejo de chorar como criança
Gritar bem alto! Para Deus me ouvir
Como enxergar o amanhecer
Se as janelas estão fechadas?
Abri uma janela olhei para o céu
Uma neblina fria e escura cobria o céu.
Pura melancolia...
Novamente olho para o céu
E observei vários pássaros voando
Numa linda harmonia
A neblina e o frio
Não impediram aquele voou
Tão belo!
Despertei meus sentimentos
Abri a janela da alma
Entrei na neblina gelada
E com os pássaros voei...
Procurei me libertar como os pássaros
E na neblina me perdi...
Cochichei para Deus
Ele me ouve sem gritos
Acalenta-me nas manhãs
Nebulosas da vida
A melancolia transforma-se em alegria.
Aprendi com os pássaros
Nao importa a neblina
Eles voam, bem alem do infinito
Um belo sol encontraram.
Bem alem do infinito
O meu sol encontrarei...





Terezinha C Werson -24/6/2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Farei como a água

Farei como a água

Contornarei todas as pedras
E os galhos, e prosseguirei na correnteza,
E estas pedras que no meu caminho colocaram?
As grandes vou tentando contornar
As pequenas vou removendo.
Com paciência passarei
E os espinhos que apareceram no caminho?
Estes eu vou tomar cuidado
Para não me ferir.
E esta ferida que abriram no meu peito?
Essa falei com Jesus
Ele me disse: espere vou te curar.
Eu tenho fé vou esperar.
Nele posso confiar.

Terezinha C Werson

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Que o sol da manhã aqueça-me

Que essa neblina se desfaça
Que o sol da manhã
Aqueça-me.

Que não haja trevas
Que a tua lâmpada
Clareie a minha estrada.

Que essa tempestade seja
Passageira
E o orvalho da manha
Caia sobre mim.

Que o vento forte se abrande
E uma suave brisa
Acaricie-me levemente.

Que o mar agitado
Se acalme
E ondas mansinhas
Toque sobre mim suavemente.

Que o meu céu não escureça
E o seu manto azul
Cubra-me.

TEREZINHA C WERSON

terça-feira, 15 de junho de 2010

Hoje eu desejei ser um pássaro

Hoje eu desejei ser um pássaro

Hoje desejei ser um pássaro
Voaria tão alto!
Esconderia-me na floresta
Faria um ninho
Numa árvore bem... Florida.
Nele me aqueceria
Nenhuma vós ouviria.
Vez ou outra
Desceria, no rio  pousaria.
Minha sede saciava
Para o meu ninho voltava...
Como eu queria ser pássaro.

TEREZINHA C WERSON

sábado, 12 de junho de 2010

Emoções.

Controlando as emoções
Quando a tristeza chegar, sorrir.

Quando a lagrima escorrer
Pela face envelhecida
Apenas passar as mãos e fingir
Foi apenas poeira que entrou nos olhos.

Quando sentir a indiferença.
Quase desprezo dos jovens não me entristecer
Fazer de conta que nem vi.

Quando for humilhada
Acalmar-me e dizer:
Que o Senhor ti abençoe
E que ti faça mais paciente
E que nunca envelheças.

Quando falar e ninguém nem escutar
Ficar quieta e nada falar
Emoção difícil abrandar.

Quando alguma dor atormentar
Nada falar, olhar para Deus e clamar
Senhor não me deixa ser um tropeço
No caminho de ninguém.

Quando me sentir sozinha
Convidar Deus pra conversar.
E pedir: Senhor vem aqui fica
Ao meu lado e ouve a minha vós.
Abranda meus sentimentos...

TEREZINHA C WERSON


sexta-feira, 4 de junho de 2010

ser poeta é sentimento

É escrever os sentimentos
É chorar olhando o céu
Cantar quando o peito dói
Apenas para enganar.


É soltar o pensamento
Pra que ele possa voar
Como pássaro subi alto
E no infinito sumir.


Imaginação do poeta
Enxerga o que ninguém vê
Rosa desabrochando
As flores simples do campo.


No canto do passarinho
Na tristeza do sertão
No campo todo verdinho
Poeta inventa coisas...
Enxerga alem... Da imaginação.


Terezinha C Werson

quinta-feira, 27 de maio de 2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Sozinho na multidão


Sozinho na multidão

Vi um homem solitário
Em meio à multidão
O olhar se perdeu no infinito...
Aquele sorriso
Transformou-se num ar tristonho
Perdeu-se no tempo
Senta-se solitário
Quem são os amigos
Esposa filhos netos?
Descansa as mãos
Sobre as pernas
Olhar confuso
Todos são estranhos
Olhar por vezes assustado
Tudo é tão estranho
A voz vai ficando baixa
A memória vai se apagando
Lentamente como o sol do entardecer
O tempo passa...
Cadê as lembranças? Apagaram-se
Manha dia noite esqueceu...
Cadê a beleza das flores
Do mar das montanhas?
Não vê... Tudo igual nada muda
Os sonhos terminaram...
Dependência de todos.
Que pena a memória
Escondeu-se atrás das montanhas
Da noite escura e não volta mais.

Terezinha C Werson

quinta-feira, 13 de maio de 2010


Apenas rabiscos

Escrevo apenas rabiscos
Puro sentimento
Que vai brotando do peito.
Minha mão vai deslizando
E a caneta rabiscando
No papel vai gravando.

Fico até admirada
Até mesmo encantada
Do que vejo no papel
Acho que algum anjo
Pega na minha mão
E me ajuda a rabiscar

Mais o anjo não corrige
Os erros que vou deixando
Nesta folha de papel
De sentimento entendo
De português só um pouco
Mais gosto de rabiscar.

Meus amigos me desculpem
Pois na escola foi pouco
Se quiser me ajudar
Dou permissão a vocês
Ajude-me a corrigir
Este danado português.

Terezinha C Werson

Rua da solidão

Eu amava aquela terra
onde as ruas eram livres
onde eu podia correr.
Dei um nome a esta rua
rua da solidão
números das ilusões.

Lá as noites eram lindas!
Luar, estrelas, solidão
céu azul quase veludo
os vaga-lumes piscando
com inveja das estrelas
brilhavam pra se mostrar.

Noites enluaradas
a árvore fazia sombra
tudo ficava tão lindo!
E eu não parava de sonhar
ali eu plantei mil sonhos
e mil ilusões eu plantei
mas da rua da solidão eu sai
em outra terra fui viver
e as ilusões, e os sonhos,
não chegaram a florescer.

De: Terezinha C Werson---Santos SP

Meu mar...


Meu mar...

Que saudades...
Deixei-te bem... Lá, distante...
Meu mar de tantas cores
Azul, verde, e prateado.

Dos barquinhos que flutuam
Das palmeiras solitárias
Eu olho lá... Para o alto
Não sei se é céu, ou se é mar
Só sei que os dois são iguais.

nas tuas profundezas
Vejo a lua mergulhando
as gaivotas voando,
uma grande solidão.

meus pensamentos vagueiam
Na imensidão do meu mar
E na areia me sento
E fico a meditar...
Quem será mais solitário
Eu o barquinho ou o mar?

Ou quem sabe essas gaivotas
Ou será aquela lua?
Que esta no fundo do mar.

Autora:Terezinha C Werson
[MACEIO]

EU E A NOITE


EU E A NOITE

Eu a noite e essa melodia
Três solitárias.

Noite escura e tristonha
Eu alma solitária.

Melodia dolorida
Tristeza sem fim.

Noite silenciosa
Eu quieta ouço esta canção
Tão triste como a noite.

Noite fria
Alma encolhida
Quase morrendo
De tanta solidão.

No silencio desta noite
Fria e solitária
Falo com o meu Deus
Junto com esta melodia
Chego pertinho do céu.

Terezinha C Werson

terça-feira, 11 de maio de 2010

Na margem do rio


Na margem do rio

Na margem do rio eu sentava
Só olhando a correnteza
Descendo bem... sossegada
Dentro dele eu jogava
Meus sonhos e ilusões.

Um leve vento soprava
As folhas junto desciam
Um barulho bem... suave
Deixava-me entristecida
De tudo eu me esquecia.

Os meus sonhos eram tantos
Que ficavam encalhados
Nas pedras daquele rio
Ali eu me debruçava...

Uma tristeza medonha
Que doía a até a alma
O meu pranto era tanto
Que o rio transbordava.

TEREZINHA C WERSON

Minha vida de cigana.


Minha vida de cigana.

Já vivi em vales
E desertos
Nos sertões
E na cidade
Ate pertinho do mar
Já morei.

Muitas ruas
Muitas casas
Pisei no asfalto
Na relva verde
E no chão seco empoeirado
.
Vi coisas que não queria
Tantas que desejei
Com palavras fui ferida
Hoje nem ligo mais.

Se sou humilhada e choro
Respondo só com brandura
Procuro ser paciente.
Aprendi nessa minha jornada
Que ninguém tem que me amar
Mas eu tenho que amar
Todos os meus irmãos.

E assim eu vou seguindo
Esta vida de cigana.

Terezinha C Werson

Eu existo!


Eu existo!

Mesmo que eu não fale
Eu existo
Se as folhas caírem
Se as rosas murcharem
Se o pássaro emudecer
Se a noite escurecer
Eu existo.

Se a solidão da velhice
Acompanhar-me
Se o desprezo das pessoas
Entristecer-me
Se as lagrimas embaçarem
O meu olhar cansado
Se as mãos tremulas
Enfraquecerem
Eu existo.

Se todos me abandonarem
Mesmo assim eu existo
Porque tenho Deus
Que tudo supre
E com ele ao meu lado
Eu existo!
Terezinha C Werson

terça-feira, 4 de maio de 2010




Não vôo

Não vôo como pássaros
Mas posso olhar o infinito
E soltar os meus pensamentos
Deixar que eles voem
E se percam entre as nuvens.

Corra nas asas do vento
Toque nas flores
Na floresta pouse em cada galho.

E desça na cachoeira
Nos rios e nos riachos
Até mergulhar no mar
E pra areia voltar.

Terezinha C Werson

Minha mãe mulher sábia




Minha mãe mulher sábia


Pouco estudo, muita sabedoria
Gostava de escrever pensamentos.
Mulher virtuosa
Mãos de fada.

Tudo que tocava se transformava
Da roupa velha fazia nova
Com pouco alimento
Alimentava a família.

Veja sua sabedoria
Na velha maquina sentava...
Antes pegava um livro
Abria na pagina que escolhia
Dizia: minha filha sente-se ao
Meu lado e leia esta historia
Veja como é bela!

Enquanto eu costuro você ler
Porque se leio eu não trabalho
Leia quero ouvir, e o silencio se fazia
Para escutar a historia
Que ela havia escolhido.

Olhe só que inteligência
Com essa psicologia
Peguei gosto da leitura
E de escrever poesias.

Terezinha C Werson

Minha mãe seu nome era Maria




Minha mãe seu nome era Maria

A ela Deus lhe concedeu graça
Bem sei que ele abençoa as viúvas
Sete filhos adolescentes
Alguns um pouco rebelde
Com paciência aconselhava.

Meu filho não faça isso
Mais tarde você vai se arrepender
Todos ouviam o conselho
Quietos sem responder.

Assim foram crescendo
Maria era paciente
Por seus sete filhos orava
Pedia a bênçãos de Deus
Deus na sua misericórdia
Escutava Maria, e todas as suas preces.

Quantas vezes ouvi Maria
Dizendo: Meu Deus hoje
O dinheiro acabou
Pouco pão tem na mesa
A farinha tem um pouco
E o azeite uma gota.

Mas Deus ouvia Maria
O dinheiro aparecia
De pão a mesa se enchia
Na panela a farinha
E no pote o azeite transbordava
As sete bênçãos Deus concedeu a Maria.

Assim foi Maria
Seguindo a sua estrada
De Deus nunca se afastava
No fim desta estrada
Mais uma graça alcançada
Acordou e disse: estou um pouco enjoada
Mais logo passa...

Maria cheia de graça
Fechou os olhos
E num minuto partiu
Bens nenhum ela tinha
Mais era rica da graça e das bênçãos Deus
Essa era minha mãe Maria
Cheia da graça de Deus.

Terezinha C Werson
23/4/2010

segunda-feira, 3 de maio de 2010

VOU ANDAR PELAS RUAS




VOU ANDAR PELAS RUAS


Vou andar pelas ruas
Olhar as pessoas
Olhar as vitrines
Caminhar com o vento
Respirar o perfume das flores
Conversar com estranhos
Meditar sobre o dia
Abrir o meu peito
Limpar minha alma
Falar com Jesus sussurrando
Deixar esse grito explodir
Não parar, não pensar
Quero só caminhar
Não olhar para trás
Caminhar, meditar
Na mão de Jesus segurar
Para não vacilar.

Terezinha C Werson

segunda-feira, 19 de abril de 2010

RETALHOS DE POESIAS




Retalhos de poesias.


Minhas poesias em retalhos
Deus sua grandeza
Seu amor grandioso
Sua misericórdia
Suas bênçãos
Suas promessas
Sua grandiosa graça
Seu sangue derramado
Pra salvar eu e você.


Céu o mar, toda sua beleza!
Florestas rios, e cachoeiras
Riachos pássaros
Chuva vento tempestades
Calmaria e muita paz.

Família lar harmonia
Às vezes desarmonia
Nem sei quantas gerações...
Acho que são seis
Gerações de historias...
Feita também de retalhos.

Minha terra.
Os sertões secos
Estorricados
Da seca que mata tudo
Ate a alma padece
Dos caboclos desnutridos
Dos rios só de areia.

Dos sertões
Que quando chove
Ficam belos!
Rios cheios...
Pássaros voando de alegria
Caboclo cantando
Agradecendo a Deus
A beleza verde do sertão.

Minha terra.
Do mar verde esmeralda
Das tardes de vento fresco
Dos barcos que partem
Nas madrugadas
Que voltam ao entardecer
Dos coqueiros que balançam
E se debruçam no mar...

Veja com quantos retalhos
Faço minhas poesias.
TEREZINHA C WERSON

Quem sou eu

Minha foto
Sao Paulo, Capital, Brazil
Gosto de escrever poesias prefiro escrever do que falar gosto de ler,nao tenho autor preferido, o importante é que seja um bom livro. escrever é uma maneira de mostrar o que nos vai na alma.
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