quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Manha azul

Manha azul


Manhã... Bela! Céu azul,
pássaros voando, alto
Passeando sob o céu!
vento batendo bem, leve...


Nas ondas verdes do mar.
Ondas batendo na areia
ondas batendo nas pedras,
onda batendo nas ondas
som saindo das profundezas do ma


olho longe... Bem distante...
E os meus pensamentos vagueiam
nas profundezas do mar.
Ondas batendo na alma
e me fazendo sonhar.


Sonho... Sonho...
De tanto sonhar cansei.
Afoguei os meus sonhos
nas profundezas do mar.


Terezinha C Werson-24-2-94 Santos
BEM SEI...


Belas palavras não escrevo
Mas escrevo o que sei
E o que sinto.
De cada poesia
Tiro um pedaço.
Um retalho de alegria
Outro de solidão.
Pedacinhos do mar
Das montanhas
Do azul do céu
Das estrelas
Do luar
Das flores
Dos pássaros,
Assim vou costurando
Uma, a uma, com linhas
Douradas dos sentimentos.
E assim transformo
Em grandes retalhos coloridos
Isso que chamo de poesia.
Terezinha C Werson
8/10/2010


Até que o sol brilhe.




Hoje a manhã esta sem sol
Uma neblina azul cobre a serra...
Eu tristonha olho para solidão
Uma imensa tristeza vem logo e se aconchega.




Eu vou ate o espelho
Olho nos meus olhos
Vejo a minha alma refletida
Tão abatida sinto pena
Desta alma tão solitária...




Eu e o espelho.
Eu companheira de mim mesmo
Novamente olho para o espelho
Olho nos meus olhos um pouco embaçado
Pela lagrima que tenta escorrer pela face
Passo as mãos para afastar da alma
Essa angustia quase grito.




Volto a olhar a serra azulada
Não brilha, o sol não chegou




Volto até o espelho
Novamente vejo a minha alma
Refletida no espelho
Abatida e tristonha...




Que pena queria ver esta alma
Alegre e sorridente
Refletida no meu rosto.
Porque o coração alegre
Aformoseia o rosto.




Eu continuo companheira de mim mesmo.
Ate que o azul da serra
Volte a brilhar...




Terezinha C Werson
4/10/2010

Como cigana

Como cigana


La vou eu... Nova mudança
Outro bairro outra gente
Outra tenda desmontada
Já envelhecida pelo sol e pela chuva
Pelo tempo pelo vento
Pelo cansaço.


Já deixei pra trás
Mar montanhas
Rios cachoeiras
Amigos parentes
Tantas coisas já deixei
Tantas tendas montei e desmontei.


O tempo vai passando
Como cigana
Vou vivendo.


Terezinha C Werson
26/9/2010




Da minha janela

Da minha janela


Vejo a poesia
Voando como pássaros
Se movendo lentamente entre as nuvens...


Caindo na gota da chuva
De mãos dadas com crianças.
Na lentidão
Dos passos do ancião.
Na beleza da juventude.


Vejo a poesia
Como a gaivota
Sumindo no infinito.


Na poesia vejo Deus...


Terezinha C Werson







quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Súplica da terra.



Súplica da terra.

Senhor sou árvore ressequida
Meus galhos como braços
Ergo aos céus em oração
Manda chuva meu Senhor.

Os rios secos lamentam...
Meu leito está tão seco
Nem uma gota de água
Meu Senhor, só tem pedras
Manda chuva meu Senhor...

Do fundo destas crateras
Sai fogo meu salvador
Pra apagar estas chamas
Manda chuva meu Senhor.

Sou pássaro gosto da terra
Mais essa chuva não chega
Pra não morrer de fome e sede
Vou migrar procurar chuva.

Plantação:
Sou alimento deste povo
Mais o sol esta me queimando
Se a chuva não vier
Logo sei vou morrer.

E coitado desse povo sem água
E sem alimento
Ou parte para outras bandas
Ou com certeza vão morrer.

Senhor olha a alma desse
Povo tão sofrido e sem esperança.
Esquecido e humilhado
Essa terra tão sofrida
Só quer chuva meu Senhor.

Ver todas as árvores floridas
As crateras trasbordando
O leito do rio cheio
Lavando todas as pedras.

Colheita em abundância
A volta dos passarinhos
E o nordestino contente
Colhendo seu alimento
Se banhando neste rio
E saciando a sede.

Terezinha C Werson
8/11/2010



A porta esta aberta.

A porta esta aberta.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Silêncio e solidão

Silêncio e solidão


Silencio... E solidão
Nada quero ouvir
Não vou falar.


Quero este silêncio...
Quero orar
Falar com Deus
Pedir perdão
Pelas minhas imperfeições.


Falar: transforma-me
Quero a tua proteção
Não me deixa cair
No silencio desta solidão
Fica comigo.


Terezinha C Werson3/11/2010



Que loucura...



Que loucura...


Acordei pensativa preocupada
Abri a internet
Logo vi uma mensagem linda!
Junto uma linda musica
Fiquei feliz...


Ao ouvir a musica e ler a mensagem
Entristeci-me e chorei...


Vou acabar com esta angustia
Vou me banhar...
Lavar toda essa angustia
Lavar as lagrimas e a alma
Olhar para o sol e sorrir...


Terezinha C Werson
28/10/10 Que loucura

Sem sonhos...

Sem sonhos...


Não posso deixar
De sonhar...


Sem sonhos
É o mesmo que ter
Um jardim sem flores
É ter asas e não voar
E ser pássaro e não cantar.


É olhar para o céu e não ver estrelas
Olhar estrada
E nunca caminhar
É olhar as flores e não colher.


É na beleza do meu sonho
Que vejo o meu jardim florescer
Crio asas e vôo
Canto como passarinho
Olho para o céu vejo Deus.


Pela estrada lá vou eu
No meu jardim colho flores
Colho ilusões
Colho esperanças
E assim eu vou sonhando
E no meu vôo eu sonho.
Terezinha C Werson
2/11/2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Lindo poema da minha querida Karla Julia

Poema Azul




Para você,meu último poema azul
minhas lembranças de lençóis azuis
e um horizonte, muito grande,
onde, perdida, sem você, sucumbo
para depois, reencontrar-me refletida e renovada
na lembrança em seus olhos, inevitavelmente...blues


Você chegou na hora marcada
e me amou, e me amou e me amou
eu, amando e apaixonada, dissolvi-me no azul do seu olhar de mar
certa de enfrentar uma nova jornada


E nossos dias foram mais azuis do que nunca


Sinto falta desse homem que me protegia de longe
Ouço um blues ...quero chamar seu nome
Não me lembro mais do seu número de telefone


Sua morte tirou de mim nossas horas a sós e o azul de seus olhos
nunca mais é tempo demais....


Karla Julia

POESIA DA MINHA AMIGA KARLA JULIA

De Livre e Espontânea Vontade





Em mim só há uma fonte de poesia
inspiração,doçura, lirismo,
pão, vinho e mansidão

Escrevo e dissolvo-me em pura magia
Sento-me na lua, enfeito meu cabelo
e é nessa hora que a noite vira dia

Canto nossos mundos errantes, tão distantes...

E mesmo que eu morra amanhã
teu sangue já corre em minhas veias,
foi teu presente de livre e espontânea vontade







Muitas luas atrás...

Por isso não chore jamais
segue sorrindo, pois cortei meus cabelos
e deixei o mundo virando espuma
só para poder ver-te seguir teu caminho em paz



Assim reza a lenda...

Sou feliz pois o fostes
Nunca começo nem termino
Continuo...

Dou vivas a minha vida por ti escolhida!

Karla Julia

http://www.campodeorquideas.com.br/2/pagina.asp?materia=593

POESIA DA MINHA QUERIDA AMIGA KARLA JULIA.LINDA!



Ipanema não é minha




Da primeira vez que o vi
chorei mais do que a chuva das monções
deu um nó na garganta... e até a noite virou dia .


Emoção mais úmida que o próprio calçadão
onde sempre ando, pensando em fazer um novo poema,
e em como é difícil viver sem você em plena Ipanema.


Ainda choro, agora de saudades
Choro o choro dos loucos e dos sem tino
Choro porque dei de escrever esse desatino.


Choro porque é noite e a lua está tão linda
Choro porque amo viver e sei que um dia vou desaparecer.


Choro porque nunca mais poderei ver
aquele par de olhos azuis lindos de morrer.


Choro porque ela está crescendo
e logo logo não será mais minha menininha.


Choro porque meu ouvido anda dodói
e nunca mais vou ouvir a sua voz.


Karla Julia

domingo, 31 de outubro de 2010

O silêncio das folhas.







O silêncio das folhas.




Na floresta vou caminhando
Solitária...
Entre o silêncio das folhas
E o ranger dos galhos secos.




Como luz, os raios
Do sol que entra silencioso...
Companheiro da solidão da floresta.




Como musica
Ouço um coral de pássaros.
Cobertos pelas folhas
Verdes das arvores.




Vou andando...
Sem pressa e sem rumo...
Como companheira
As borboletas...
Que voam ao meu redor...




Vou caminhando
Na floresta solitária
Solitária como eu
Ouvindo o canto dos pássaros
O silencio das folhas
O ranger dos galhos secos
Vou sem pressa
Eu e as borboletas...
Terezinha C Werson/25/10/2010

sábado, 30 de outubro de 2010

MINHA PRIMEIRA ORAÇÃO


Minha primeira oração

Quando nasci fiz uma oração
Quando olhei o mundo
Senti medo
Senti frio.
Morava no silêncio
Num regato morno
Eu dormia brincava...
Chorar... Não chorei...
Quando eu me agitava
Sentia uma leve mão
Acariciando-me.
Aí eu me alegrava
E sorria...
Mas chegou à hora.
Vi um mundo diferente
A luz me machucava
As vozes me amedrontavam
Então eu chorei alto!
E fiz a minha primeira
Oração desesperada!
Entre soluços orei...
Senhor, de mim tem misericórdia
Neste mundo estranho
Entrei cuida de mim, me agasalha
A sombra das tuas asas.
Me pega no colo
Segura a minha mão
E me guia para beira
De um regato silencioso...
Que uma luz suave me aqueça.
TEREZINHA C WERSON
30/10/2010








quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Serei eu esta garça?


Serei eu esta garça?

Sou melancólica
Também prefiro a solidão do mar...

Entre as lagunas me escondo
O meu canto ninguém ouve...

Sou inofensiva
Ninguém me nota
Sou triste e melancólica...

Fico a beira do mar
Pensativamente...

Meu coração sangra
De desejo pela água!

Serei eu esta garça?
Que vive melancolicamente
A vagar solitariamente
Por esse imenso infinito
Entre o céu e o mar...

Terezinha C Werson

COM BASE NA POESIA ÁRABE
A GARÇA.
COM ELA ME IDENTIFICO.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

domingo, 3 de outubro de 2010

Papeis amarelados.

Papeis amarelados.

Abri a gaveta de papeis
Resolvi jogar fora
Papeis velhos e amarelados
Pelo tempo.

Entre eles achei poesias
Esquecidas, e amareladas
Pelo tempo.

Letras quase apagadas
Uma a uma eu as li
Nem lembrava
Que eu sabia falar de amor
E sonhava...

Havia esquecido
Que poesias de amor eu escrevia...
Que pena as poesias
Estão se desfazendo...
As letras se apagando
Poesias amareladas
Fragilizadas
Pelo tempo.

Numa bela caixa as coloquei
Nela guardei o amor e os meus sonhos
Que havia esquecido.
Fechei a caixa
Com uma fita azul eu fiz um laço
Nunca mais eu abrirei...

Terezinha C Werson.
26/9/2010

sábado, 2 de outubro de 2010

Deixa...

Deixa...

Deixa-me caminhar...
Enquanto a luz está brilhando
Nos campos da memória.
Amanha eu nao sei...
Se esta luz se apagará.

Deixa que eu relembre
O meu passado...
Enquanto a luz está brilhando
Nos campos da memória
Amanha eu não sei
Se esta luz se apagará.

Deixa que eu chore...
Enquanto existe lagrimas
Nas entranhas da minha alma.
Quem sabe amanha esta fonte secará.

Deixa que eu cante e sorria
Enquanto os campos estão floridos...
Quem sabe amanha
Estes campos não existam.

Escreverei versos.
Sonharei correrei atrás da esperança
Enquanto existe luz
Nos campos floridos da memória...

Terezinha C Werson.
26/9/2010

domingo, 12 de setembro de 2010

Da minha janela

Da minha janela

Vejo a poesia
Voando como pássaros
Se movendo lentamente entre as nuvens...

Caindo na gota da chuva
no olhar de uma criança.
Na lentidão
Dos passos do ancião.
Na beleza da juventude.

Vejo a poesia
Como a gaivota
Sumindo no infinito.

Na poesia vejo Deus...

Terezinha C Werson

REFLEXAO.

REFLEXAO.

Vi o meu tempo passando...
Eu correndo atrás do vento...
Perdi tempo
Perdi sonhos
E as esperanças
Voaram..
.
Como querer correr atrás do vento
Se ele passa e ninguém vê.

Se o meu tempo voltasse
Não perderia meu tempo
Não correria atrás do vento
Não desperdiçava meus sonhos
As esperanças não deixaria voar...

Seria mais sábia
Mais prudente
Viveria mais contente
Tudo eu faria diferente.

Mais como o tempo não volta
Vou tentar achar meus sonhos
E renovar as esperanças.

Terezinha C Werson




terça-feira, 7 de setembro de 2010

Perdi o sono.

Perdi o sono.

Dia exaustivo
Cansaço...
Corpo dolorido...
A noite chegou
Minha alma de joelhos
Fala com Deus
Chora lamenta
Ora em silêncio.

Perdi o sono
Deito tento relaxar
Corpo cansado
Pensamento começa a voar
Perdi o sono.

Levanto vou ate a janela
Silêncio...
O céu é escuro
Ruas desertas
Tudo esta triste
Perdi o sono.

Deus quero dormir
Descansar este corpo
Não quero pensar,
Me deixa dormir.

Dá-me o repouso
Da gota de orvalho
Que descansa na flor
Das ondas do mar que se deita na areia
Do riacho pequeno
Que desce mansinho...

Terezinha C Werson





Quem sou eu

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Sao Paulo, Capital, Brazil
Gosto de escrever poesias prefiro escrever do que falar gosto de ler,nao tenho autor preferido, o importante é que seja um bom livro. escrever é uma maneira de mostrar o que nos vai na alma.
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