quinta-feira, 13 de maio de 2010


Rua da solidão

Eu amava aquela terra
onde as ruas eram livres
onde eu podia correr.
Dei um nome a esta rua
rua da solidão
números das ilusões.

Lá as noites eram lindas!
Luar, estrelas, solidão
céu azul quase veludo
os vaga-lumes piscando
com inveja das estrelas
brilhavam pra se mostrar.

Noites enluaradas
a árvore fazia sombra
tudo ficava tão lindo!
E eu não parava de sonhar
ali eu plantei mil sonhos
e mil ilusões eu plantei
mas da rua da solidão eu sai
em outra terra fui viver
e as ilusões, e os sonhos,
não chegaram a florescer.

De: Terezinha C Werson---Santos SP

Meu mar...


Meu mar...

Que saudades...
Deixei-te bem... Lá, distante...
Meu mar de tantas cores
Azul, verde, e prateado.

Dos barquinhos que flutuam
Das palmeiras solitárias
Eu olho lá... Para o alto
Não sei se é céu, ou se é mar
Só sei que os dois são iguais.

nas tuas profundezas
Vejo a lua mergulhando
as gaivotas voando,
uma grande solidão.

meus pensamentos vagueiam
Na imensidão do meu mar
E na areia me sento
E fico a meditar...
Quem será mais solitário
Eu o barquinho ou o mar?

Ou quem sabe essas gaivotas
Ou será aquela lua?
Que esta no fundo do mar.

Autora:Terezinha C Werson
[MACEIO]

EU E A NOITE


EU E A NOITE

Eu a noite e essa melodia
Três solitárias.

Noite escura e tristonha
Eu alma solitária.

Melodia dolorida
Tristeza sem fim.

Noite silenciosa
Eu quieta ouço esta canção
Tão triste como a noite.

Noite fria
Alma encolhida
Quase morrendo
De tanta solidão.

No silencio desta noite
Fria e solitária
Falo com o meu Deus
Junto com esta melodia
Chego pertinho do céu.

Terezinha C Werson

terça-feira, 11 de maio de 2010

Na margem do rio


Na margem do rio

Na margem do rio eu sentava
Só olhando a correnteza
Descendo bem... sossegada
Dentro dele eu jogava
Meus sonhos e ilusões.

Um leve vento soprava
As folhas junto desciam
Um barulho bem... suave
Deixava-me entristecida
De tudo eu me esquecia.

Os meus sonhos eram tantos
Que ficavam encalhados
Nas pedras daquele rio
Ali eu me debruçava...

Uma tristeza medonha
Que doía a até a alma
O meu pranto era tanto
Que o rio transbordava.

TEREZINHA C WERSON

Minha vida de cigana.


Minha vida de cigana.

Já vivi em vales
E desertos
Nos sertões
E na cidade
Ate pertinho do mar
Já morei.

Muitas ruas
Muitas casas
Pisei no asfalto
Na relva verde
E no chão seco empoeirado
.
Vi coisas que não queria
Tantas que desejei
Com palavras fui ferida
Hoje nem ligo mais.

Se sou humilhada e choro
Respondo só com brandura
Procuro ser paciente.
Aprendi nessa minha jornada
Que ninguém tem que me amar
Mas eu tenho que amar
Todos os meus irmãos.

E assim eu vou seguindo
Esta vida de cigana.

Terezinha C Werson

Eu existo!


Eu existo!

Mesmo que eu não fale
Eu existo
Se as folhas caírem
Se as rosas murcharem
Se o pássaro emudecer
Se a noite escurecer
Eu existo.

Se a solidão da velhice
Acompanhar-me
Se o desprezo das pessoas
Entristecer-me
Se as lagrimas embaçarem
O meu olhar cansado
Se as mãos tremulas
Enfraquecerem
Eu existo.

Se todos me abandonarem
Mesmo assim eu existo
Porque tenho Deus
Que tudo supre
E com ele ao meu lado
Eu existo!
Terezinha C Werson

terça-feira, 4 de maio de 2010




Não vôo

Não vôo como pássaros
Mas posso olhar o infinito
E soltar os meus pensamentos
Deixar que eles voem
E se percam entre as nuvens.

Corra nas asas do vento
Toque nas flores
Na floresta pouse em cada galho.

E desça na cachoeira
Nos rios e nos riachos
Até mergulhar no mar
E pra areia voltar.

Terezinha C Werson

Minha mãe mulher sábia




Minha mãe mulher sábia


Pouco estudo, muita sabedoria
Gostava de escrever pensamentos.
Mulher virtuosa
Mãos de fada.

Tudo que tocava se transformava
Da roupa velha fazia nova
Com pouco alimento
Alimentava a família.

Veja sua sabedoria
Na velha maquina sentava...
Antes pegava um livro
Abria na pagina que escolhia
Dizia: minha filha sente-se ao
Meu lado e leia esta historia
Veja como é bela!

Enquanto eu costuro você ler
Porque se leio eu não trabalho
Leia quero ouvir, e o silencio se fazia
Para escutar a historia
Que ela havia escolhido.

Olhe só que inteligência
Com essa psicologia
Peguei gosto da leitura
E de escrever poesias.

Terezinha C Werson

Minha mãe seu nome era Maria




Minha mãe seu nome era Maria

A ela Deus lhe concedeu graça
Bem sei que ele abençoa as viúvas
Sete filhos adolescentes
Alguns um pouco rebelde
Com paciência aconselhava.

Meu filho não faça isso
Mais tarde você vai se arrepender
Todos ouviam o conselho
Quietos sem responder.

Assim foram crescendo
Maria era paciente
Por seus sete filhos orava
Pedia a bênçãos de Deus
Deus na sua misericórdia
Escutava Maria, e todas as suas preces.

Quantas vezes ouvi Maria
Dizendo: Meu Deus hoje
O dinheiro acabou
Pouco pão tem na mesa
A farinha tem um pouco
E o azeite uma gota.

Mas Deus ouvia Maria
O dinheiro aparecia
De pão a mesa se enchia
Na panela a farinha
E no pote o azeite transbordava
As sete bênçãos Deus concedeu a Maria.

Assim foi Maria
Seguindo a sua estrada
De Deus nunca se afastava
No fim desta estrada
Mais uma graça alcançada
Acordou e disse: estou um pouco enjoada
Mais logo passa...

Maria cheia de graça
Fechou os olhos
E num minuto partiu
Bens nenhum ela tinha
Mais era rica da graça e das bênçãos Deus
Essa era minha mãe Maria
Cheia da graça de Deus.

Terezinha C Werson
23/4/2010

segunda-feira, 3 de maio de 2010

VOU ANDAR PELAS RUAS




VOU ANDAR PELAS RUAS


Vou andar pelas ruas
Olhar as pessoas
Olhar as vitrines
Caminhar com o vento
Respirar o perfume das flores
Conversar com estranhos
Meditar sobre o dia
Abrir o meu peito
Limpar minha alma
Falar com Jesus sussurrando
Deixar esse grito explodir
Não parar, não pensar
Quero só caminhar
Não olhar para trás
Caminhar, meditar
Na mão de Jesus segurar
Para não vacilar.

Terezinha C Werson

segunda-feira, 19 de abril de 2010

RETALHOS DE POESIAS




Retalhos de poesias.


Minhas poesias em retalhos
Deus sua grandeza
Seu amor grandioso
Sua misericórdia
Suas bênçãos
Suas promessas
Sua grandiosa graça
Seu sangue derramado
Pra salvar eu e você.


Céu o mar, toda sua beleza!
Florestas rios, e cachoeiras
Riachos pássaros
Chuva vento tempestades
Calmaria e muita paz.

Família lar harmonia
Às vezes desarmonia
Nem sei quantas gerações...
Acho que são seis
Gerações de historias...
Feita também de retalhos.

Minha terra.
Os sertões secos
Estorricados
Da seca que mata tudo
Ate a alma padece
Dos caboclos desnutridos
Dos rios só de areia.

Dos sertões
Que quando chove
Ficam belos!
Rios cheios...
Pássaros voando de alegria
Caboclo cantando
Agradecendo a Deus
A beleza verde do sertão.

Minha terra.
Do mar verde esmeralda
Das tardes de vento fresco
Dos barcos que partem
Nas madrugadas
Que voltam ao entardecer
Dos coqueiros que balançam
E se debruçam no mar...

Veja com quantos retalhos
Faço minhas poesias.
TEREZINHA C WERSON

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Dormirei...




Dormirei...

Sonharei...
Que o meu mundo
É um paraíso
Que vôo como pássaro
Entro em uma linda floresta
Bebo água no regato.
Vôo bem alto!
Nas nuvens deito e repouso
Vou descendo devagar
Entre flores me escondo
Bebo gotas de orvalho
Nos braços do Pai me abrigo
Tentarei não despertar.

Terezinha C Werson

Campo dos sonhos





Campo dos sonhos

Moro no campo
Dos sonhos.
Neste campo tem Jesus,
Tem sonhos
Tem esperanças.

Os dias são coloridos
Todas as noites
Tem luz
Minhas estradas
Floridas.

Têm rios, riachos
E cachoeiras
Estão sempre sussurrando.

Todas as manhãs
Tem orvalho
Tem chuvisco miudinho
Tem canto de passarinho.

Tem vento cantarolando
Tem uma relva verdinha
Onde eu posso descansar
Posso ate meditar.
No campo dos sonhos,
Tem borboletas azuis
Nas flores
Da minha estrada.

Terezinha C Werson
24/2/2010

quarta-feira, 14 de abril de 2010

PRAIA DA SOLIDÃO






PRAIA DA SOLIDÃO

Praia, areia
Um casebre,
Um barquinho
Quase na areia,
Todos solitários.

Mar, ondas quase parando.
Lá... No horizonte
Montanhas, grandes e pequenas,
São tantas as montanhas
Que nem consigo contar.

Cobrindo o mar,
O céu azul quase branco
E apenas a solidão.
Pouco, a pouco
Algumas gaivotas sobrevoam
Mais, logo formam um bando,
Bem... De leve vão saindo.
A solidão é tão grande!
Que as gaivotas sumiram
E na solidão só ficou
O mar, o casebre, e o barquinho.

Autora: Terezinha C Werson-Santos-2007

quinta-feira, 11 de março de 2010

CANTO DE LAMENTOS


Canto de lamentos

Porque faço da vida
Um canto de lamentos
Se tenho o pão
Na minha mesa.

Tenho cama
E cobertor
Tenho um teto
Para do sol e da chuva me abrigar.

Tenho água
Para a sede saciar
Uma família abençoada
Tenho riqueza de graças.
O meu país tem abundância
Que desperdiçam toneladas...
Perdoa-me senhor pelo meu egoísmo.

Vi criancinhas magrinhas
Sem pão sem água e sem amor
Rastejando na areia
Sem forças pra caminhar
Sem forças para chorar
Sem forças pra chamar Deus
Vem... Senhor vem me ajudar...

Terezinha C Werson

quarta-feira, 10 de março de 2010


Baú do tempo

Nele só boas coisas guardei
La dentro está a minha infância
Minha juventude
Meus sonhos e esperanças.

Os conselhos sábios
Dos meus pais
As palavras do meu Deus
Minhas boas lembranças.

Lugares onde morei
Por onde passei
Paciência, fé, amor pelos meus irmãos
Bons atos que pratiquei
Só coisas boas
Tem dentro deste baú.

Terezinha C Werson

NOITE CHEGA DE SILÊNCIO


Noite, chega de silêncio.

Noite chega de silêncio
Chega de solidão
Chega desta escuridão.

Quero ouvir vozes
Quero ver estrelas neste céu
Ver o azul cintilando.

Quero ver a lua cheia
Clareando a escuridão
Alegrando este silencio.

Noite mostra a beleza
Derramando claridade
Nesta triste solidão.

Terezinha C Werson
6/3/2010

EU VI O SOL


Eu vi o sol

Atrás daquela montanha
Vi o sol surgido
Vi também se escondendo.

Vi a lua surgindo
Depois desaparecendo.

Vi o dia clareando
Depois se apagando.

Vi a noite muito escura
Depois toda iluminada.

Vi uma grande tempestade
Depois gotas bem fraquinhas...

Vi o mar todo agitado
Depois ondas sossegadas.

Chamei Deus ele me ouviu
E de bênçãos me cobriu.

Terezinha C Werson

TARDE ILUMINADA


Tarde iluminada

Manha chuvosa
Nebulosa tristonha
Previsão só chuva.

Mais quem disse
Que alguém manda
Em Deus? Ele faz da
Manha chuvosa
Uma tarde iluminada.

Linda! Tarde sol entrando...
Iluminando à tarde
Invadindo a sala
O quarto e o meu quintal.

Tarde linda brilhando
Entrou ate na minha alma
Que estava nebulosa
Triste quase apagada.

Agora esta alegre
Abri a janela da alma
E ele foi logo entrando.

Tenho uma tarde iluminada
E na alma claridade...

Terezinha C Werson
6/3/2010

quinta-feira, 4 de março de 2010




O AMANHECER NO CAMPO

Vou até o quintal,
Olho a serra
Ainda com neblina.
Desço Até o riozinho
O sol começa a despontar.

Árvores imensas!
Olho maravilhada...
Um espetáculo deslumbrante!
Das árvores desce
Cortinas de neblina
Mais parece fios de seda
Jogados sobre as árvores.

Paro para contemplar,
E sem palavras, tento
Descrever aquela
Maravilha!
Como escrever
Tanta beleza.

Todos os dias volto
Ao mesmo lugar
Para tentar explicar
Aquele divino espetáculo.

AUTORA: TEREZINHA C WERSON--PEDRO DE TOLEDO-JUNHO-2007

O PÁSSARO DO MEU QUINTAL




O PÁSSARO DO MEU QUINTAL

No meu quintal
Tem um pássaro
Vez ou outra aparece
Às vezes ao amanhecer
Outras ao entardecer.

O seu canto è diferente
Parece com uma musica
Eu nunca vejo esse pássaro
Só ouço a melodia.

Em silencio eu fico
Só para ouvi-lo cantar
É um canto melancólico
Tristonho e solitário.

Eu começo a ficar triste
Com o canto solitário
Desse pássaro
Tão estranho
E ao mesmo tempo
Tristonho.


AUTORA: TEREZINHA C WERSON
PEDRO DE TOLEDO-2007

As alamandas




As alamandas

Noite fria gelada
Na casa das alamandas
Amarelas,
Pela porta entreaberta olho...
Sair fora nem, pensar.

Noite gelada,
Escuridão,
E, silencio...
Ate as alamandas
De tão frio quase sumiram
Mas logo o sol voltará
Elas voltarão a florescer
E a brilhar, como o sol do amanhecer.

E a beleza voltará
A casa das alamandas amarelas,
Então a porta abrirei
E olharei o sol iluminar
As minhas alamandas.

AUTORA:TEREZINHA C WERSON
PEDRO DE TOLEDO/26/7/2007

APRENDENDO POESIA




APRENDENDO POESIA

Poesia, não se ensina
Ela sai da nossa alma
Como água sai da fonte
Como querer ensinar
O sentimento que se sente.

O poeta, não precisa de escola
Pois a alma sabe tudo
De professor não precisa
Você fala do momento
Da natureza, da tristeza.

Da alegria, do céu e das estrelas
Fala do mar, da floresta
Dos pássaros voando alto
Das flores de um jardim
Das cachoeiras, do riacho pequenino.

Da pobreza, da riqueza
Do velho, ou da criança
Das lágrimas caindo num lamento
Fala de Deus e de anjos
Da terra em que você vivi.

Da terra triste sofrida
pra isso não há escola
Pois sentimento não se ensina
Ele esta enraizado
Nas profundezas da alma
E se transforma em poesia.

AUTORA:TEREZINHA C WERSON--SANTOS -2007



A seca do sertão


Vi o dia amanhecendo
vi o cair da tarde
vi a noite chegando
vi o rio transbordando
e vi seu leito estorricado

vi a chuva abundante
molhando a plantação,
vi uma seca tão grande!
Queimando todo sertão.

Vi o caboclo cantando
de alegria pela chuva
vi o caboclo chorando
é a seca meu irmão
vi o gado todo gordo,
pastando lá no sertão
vi todo gado morrendo
por falta de plantação.

Vi a água lavando
as estradas do sertão,
e vi a seca matando
toda vida do sertão
vi o caboclo clamando
chuva para o sertão
e vi a chuva caindo
por causa da oração.

De: Terezinha C Werson.
Isto é verdade acontece no
sertão Norte e Nordeste.

A porta e o sol.




A porta e o sol.

Vi que lá fora havia sol,
Abri minha porta
Para que ele entrasse na minha casa.

Senti a presença do meu Jesus,
Abri a porta do meu coração
Para que ele entrasse.

A porta aberta ou fechada
Logo mais o sol ira embora
E da minha casa sairá.

A porta do meu coração
Aberta ou fechada
Jesus fará morada
É só eu deixar.

Eu resolvi que o meu coração
Será a morada eterna do meu Salvador
Este sol não vai embora
Não se apaga
Não esfria nunca.

Ele esta sempre presente
Aquecendo-nos...

TEREZIHA C WERSON

A JOVEM




A JOVEM

Cabelos, ondulados,
O vento
Levemente
Brincava com os seus cachos
Pele morena
Uma leve palidez
No seu rosto aparecia
A timidez da juventude
Lhe dava um ar de mistério.
Mil sonhos
Mil ilusões.

Mil castelos construía
O céu era sempre azul
Sempre havia estrelas
A lua era sempre nova
Para maior claridade,
Toda chuva era bênção.

Os trovoes era uma festa
Os raios riscando o céu
Ela se embevecia
Achando que era fogos
Que saia lá do céu.

As matas eram mais verdes
Os jardins bem mais floridos
Tristeza nunca existia
Em tudo havia esperança
No coração, só amor
Só conhecia bondade
Vivia cantarolando
Musicas só para Deus
Essa jovem era eu.

AUTORA:TEREZINHA C WERSON-SANTOS-2007

Acordei



Acordei

Acordei cedo.
Café nem tomei
Alma cansada
Corpo cansado
Um pouco angustiada.

Me sentido
Na caverna de adulão,
Falando como Davi.
Quem me dera asas
Como de pomba!
Voaria e acharia pouso,
Eis que fugiria para longe...
Ficaria no deserto.
Fugiria da fúria
Do vento, e da tempestade.

La fora, um belo dia
Sol brilhando
Debruçado sobre o mar
Acho que para aquecer
As ondas que levemente
Dançam sobre a areia.
Mas, ainda me sinto
Como Davi,solitária
Na caverna de Adulão.
Senhor, livra-me
Desta caverna,
Me põe sobre uma rocha
Alegra o meu coração.

AUTORA:TEREZNHA C WERSON-SANTOS 30/3/2007

A Casinha do campo



A Casinha do campo

A casinha lá... Do campo
No muro, tem alamandas
Todas elas amarelas,
colorindo toda a casa
são tantas, as alamandas
que eu nem consigo contar.
Quando elas caem no chão
ate parece que é ouro
Espalhadas lá, no chão.

Tem roseiras, tem jasmins
Antúrios por toda parte,
Tem coqueiros, e pinheiros
Tem até lírios do vale
Tem flores coloridas
Onde as, borboletas
Faz morada em cada flor.

lá... No fundo da casinha
Tem um rio bem, mansinho...
Que corre bem devagar...
Acho que tem preguiça
Dos garranchos carregarem
Ou corre bem de mansinho...
Só pra ver todos os garranchos,
Nas pedras se encalhar.

Em volta daquela casa
Tem morros, e tem montanhas
Tem arvores, e bananeiras
Tem noite escura, que dá medo!
E noite enluarada.
Tem um sussurro baixinho
que vem lá... Do riozinho...
É para alquebrar o silencio,
Dá longa... Noite do campo.

AUTORA:TEREZINHA C WERSON/PEDRO DE TOLEDO/2006 22/02/07

A fúria da ventania




A fúria da ventania

Cai à tarde, a ventania vem furiosa!
Arvores quase tocam no chão.
Folhas voam pelo ar
Telhados quase voando
E o meu medo vem chegando.

Ventania enraivecida!
Barulho medonho...
Portas e janelas, batendo forte
Pássaros fugindo
Céu quase noite
Chuva caindo na serra
Pouco a pouco vai chegando
E o meu medo crescendo.

Ventania nervosa
Bate em tudo.
Nem quer saber, onde bate
O que é leve vai embora
Ela esta furiosa
Pra arrancar o telhado
E todas aquelas arvores
E o meu medo vai crescendo.

Ventania enraivecida,
No meio daquela mata
Teu barulho amedronta.
Vais, carregando do chão
Tudo que podes levar,
E o meu medo é bem maior,
Do que esta ventania...
Autora: Terezinha C Werson/ SANTOS/ 2006[Pedro de Toledo]

Escalando montanha.




Escalando montanha.


Comecei uma escalada
Ainda na juventude
Cheia de força
Sonhos e esperanças.

Um dia tudo maravilha
Outro só fadiga.
Assim fui prosseguindo
A grande escalada.

O topo era alto!
Mais lá eu chegaria
Caia, levantava
Passo a passo
Fui subindo.

Alta! Quase não
Enxergava o topo.
Um dia chuva outro sol
Cansei sentei chorei.

Clamei por Deus
Sem ele como chegar
Fardos pesados pés feridos
Coração quase parando.

Mais minhas orações
Não esquecia
Sem o vigor da juventude
Estou quase no topo
Falta pouco.

Não descerei...
Como a águia lá morrerei
Ao meu lado o meu Deus.
Esta é a vida, uma imensa montanha
Dolorosos tropeços
Mais com Deus ao meu lado
Lá no topo chegarei


(Terezinha C Werson
1/3/2010)



Amigos


Quase não tenho amigos
posso ate contar nos dedos
de verdade... De verdade...
Mais só nos dedos
das mãos

paginas só tenho duas
uma é branca não escrevo
a outra escrevo para os amigos
não quero entristecer vocês
amigos do coração

quando abrirem a minha pagina
garanto de coração
Jamais verá escrito
esta pagina e só de amigos.

Pois estes poucos amigos
considero como irmãos
por todos os meus amigos
sinto uma grande afeição.


(Terezinha C Werson)

CAMPO DOS SONHOS




CAMPO DOS SONHOS


Moro no campo
Dos sonhos.
Neste campo tem Jesus,
Tem sonhos
Tem esperanças.

Os dias são coloridos
Todas as noites
Tem luz
Minhas estradas
Floridas.

Têm rios, riachos
E cachoeiras
Estão sempre sussurrando.

Todas as manhãs
Tem orvalho
Tem chuvisco miudinho
Tem canto de passarinho.

Tem vento cantarolando
Tem uma relva verdinha
Onde eu posso descansar
Posso ate meditar.
No campo dos sonhos,
Tem borboletas azuis
Nas flores
Da minha estrada.


(Terezinha C Werson
24/2/2010)

segunda-feira, 1 de março de 2010

ESQUECI-ME




ESQUECI-ME


Não sei mais falar de amor
O tempo... O vento carregou
Como folha seca voou
O tempo passou
Sonho de amor acabou.

Tudo era tão bonito
Suspiros.. Nas belas noites
Enluaradas... Em cada estrela o amor
Morava nos jardins floridos
Na suave brisa das manhãs
Na brisa do entardecer.

Hoje já nem lembro mais...
Ao som da musica suspiros
Pensava eu que era eterno
Mais foi tudo uma mentira
Do coração enganoso.

Como o vento passou...
Agora no coração
Resta apenas solidão
Do tempo das ilusões
Como folha seca voou
Em cinzas se transformou.

TEREZINHA C WERSON

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

COMO ESQUECER O PASSADO


Como esquecer o passado


Se não me lembrar do passado
Não terei memória.
Esquecer que fui criança
Das estradas que passei
Das bênçãos que alcancei
Dos rios que mergulhei.

Pobre de mim se não
Lembrar do passado.
Da juventude bonita
Daqueles sonhos tão belos!

Dos jardins todos floridos
Do meu falar com as flores
Das gargalhadas gostosas
Dos caminhos que andei
Com Jesus me protegendo
Derramando as suas bênçãos
Como chuvisco miúdo
Sobre a minha cabeça.

Pobre de mim se não lembrar o passado
É porque perdi a memória.
Deus livra-me desta tragédia
Se me esquecer do passado
Como lembrar o presente
Como sonhar com o amanhã?
Jesus me livra desta desdita
Me deixa lembrar o passado
De hoje, e do amanhã.

Terezinha C Werson
30/12/2009)

CHUVA MIUDA


CHUVA MIUDA


Chuva miúda
Caia nos meus cabelos
Escorre sobre o corpo.

Eu olho para o céu
E penso: que beleza Senhor!
Esta chuva miúda
São bênçãos...

Que em forma de gotas
Estão caindo sobre mim
São gotas que cai do céu
Transformam-se em enxurradas
E sobre o meu corpo vai caindo.

Vou andando na calçada
A chuva miúda aumenta
Eu feliz vou andando
Cofiando no meu Deus
São gotas de bênçãos
Que o meu Deus
derramou.


(Terezinha C Werson
9/1/2010)

EU ME CHAMO SOLIDÃO


Eu me chamo solidão

Eu vi a solidão
Andando no caminho
Solitário
Vi sentada no banco
Do jardim.

Eu vi a solidão
Andando nas ruas solitárias
Vi ela no céu perdida
Entre as estrelas
No mar sobre as águas.

Vi a solidão na face da criança
Na face enrugada do velho
No casebre e no palácio
Na cidade e no sertão
No choro e no sorriso.

Vi a solidão
Na musica
No canto do pássaro
Na noite escura
Nas noites iluminadas
Andando nas madrugadas

Vi a solidão
Entrando em qualquer canto
No meio da multidão
Falando eu me chamo
Solidão aonde chego
Vou ficando
Sou carrasca
Faço morada onde quero
Entro e faço morada
E também faço estrago.

Terezinha C Werson

.

.

SE EU ME COHECESSE


Se eu me conhecesse


Se eu me conhecesse
Não cometeria tantos
Erros desnecessários.

Não falaria sem pensar
Não ofenderia para depois me desculpar
Não guardaria tantos rancores.
Que machuca o corpo e a alma.

Perdoaria mais, falaria menos
Se eu me conhecesse
Teria mais paciência
Teria mais amor, e menos ira.

Seria mais piedosa
Mais calma
Amaria mais
Ajudaria mais.

Mais eu não me conheço
Às vezes sou estranha
De mim mesma
Tarde de mais digo:
Porque fiz isto?
Porque fui rude?
Porque não apoiei o mendigo
Porque senti nojo?
Porque faço o que não quero
E o que quero isso não faço.
Que pena eu nem me conheço.


(Terezinha C Werson)

UMA MULTIDÃO


Uma multidão.


Ando em meio a uma multidão muda.
Tanta gente ninguém se conhece
Na rua, no elevador
Todos mudos, todos cegos
Ninguém se olha somos todos estranhos.

Dentro das nossas
Casas somos desconhecidos solitários
Palavras não ouvimos
Só o som da televisão
Noticias deprimentes.

Falar sobre Deus
Nem pensar!
Se não deixar Deus morar em nossos corações
Estamos perdidos.

Se não conversarmos com Deus
Será muito triste
A solidão será a companheira
Deus é aquele que eu chamo
Porque sei que ele me escuta.


Terezinha C Werson
30/12/2009)

TRAGEDIA ESPERANÇA E EMOÇAO


Tragédia esperança e emoção.


Oito dias, quanto tempo...
De repente surge do meio
Dos escombros uma criança
Isso é bênção!
Deus quanta emoção...
Renascimento.
Nos braços dos soldados
Sobre aplausos
Aparece um menino
Abençoado...
Será que era um anjo?
Braços abertos
Em forma de uma cruz
Belíssimo!
No meio desta tragédia
Tantas bênçãos eu vi.
Uma criança tristonha
Não sorria
A mãe surgiu entre os feridos
Aproximou-se da criancinha
Na sua face resplandeceu uma luz
Ela olhou para a mãe e sorriu.


Terezinha C Werson
30/12/2009)

VERSOS QUE ESCREVI


Versos que escrevi


Versos que escrevi na areia
Veio o vento
Soprou forte meus versos apagou.

Sentei-me na praia olhando o mar
Inspirei-me, belos versos desenhei
Veio a onda vagarosa
Para o mar os meus versos
Ela carregou.

Olhei para as nuvens
Com meu olhar
Fiz alguns versos
As nuvens se desfizeram
Os meus versos
No infinito se perderam.

Na beleza da aurora e do crepúsculo
Inspirei-me...
Fui colorindo meus versos.
Aurora e o crepúsculo acabaram
Mais os meus versos ficaram.

O que escrevi com as estrelas
Estão gravados lá no céu
Se quiser ver olhe para o céu
Lá estão eles cintilando...


Terezinha C Werson
30/12/2009)

NA SOMBRA EU ME ABRIGO


Na sombra eu me abrigo

Ipês coloridos...
Enfeitam a minha rua
Sem casas e sem calçadas
Não tem carros não tem gente
Só aquela velha solidão.

Apenas uma alameda
O seu fim eu não enxergo...
Nas tardes ensolaradas
Na sua sombra me abrigo.

E caminho lentamente
Pisando sobre as folhas secas
Como um tapete estendido
Colorido e macio
Feito só para mim.

Vou pisando de mansinho
Para folhas não quebrar
Naquela rua, moro eu e a solidão
Mora pássaros coloridos
Que cantam pra me alegrar.

Quando a tarde cai tristonha
Naquela solidão medonha
Sento sobre as folhas.
Por entre galhos coloridos
Olho para o céu vejo Deus
Me junto aos pássaros
E cantamos uma canção
Para Deus...
Terezinha C Werson

MAR MANSO


Mar manso...


Mar calmo manso
Que lindo!
Nas profundezas inquietação
Algo se move onde ninguém ver.
De repente num segundo
As profundezas estremecem!
A terra balança tudo esta ruindo
Escombros gritos desespero!
Não existe escolha velhos crianças
Grávidas, doentes, ricos, pobres
Poeira barulho pavor
Deus não entendemos
Tanta tragédia
Horror! final dos tempos?
Apocalipse...
Tudo acabado.
Pessoas sem pão
Sem água sem casa
Sem parentes
Sem amigos
O mundo estremece
De tristeza.
Senhor nos ajuda a entender
Tanta angustia tanta dor.

(Terezinha C Werson)

CASEBRE DO SERTÃO


Casebre do sertão


Os casebres do sertão
Chão seco empoeirado
Paredes quase caindo
Teto esburacado.

Uma fumaça fininha
Mingau ralo de farinha
Panelas velhas vazias
Cadê comida cadê água?
Sei lá... Meu Deus...
É tão pouco...
Nem um pedaço de pão.

Eita matuto sofrido
Cama uma esteira
Ou uma velha rede rasgada
O matuto pensativo
Senta-se no velho batente
Acende o seu cachimbo
Fica a olhar a fumaça
Que para longe vai sumindo...
Mais pensativo ele fica
No cachimbo tem fumaça
E no casebre nenhuma.

Passarinhos não existem
Voaram faz muito tempo
Já esqueceram o caminho
A tristeza é tanta,
Que até reza esqueceu.


(Terezinha C Werson)

NÃO ME PERDEREI


Não me perderei


Não vou procurar
Caminhos sem curvas
Ou sem encruzilhadas.

Não terei medo da aridez dos caminhos
Vencerei as barreiras
Subirei montanhas...

Na escuridão verei luz
Não terei medo
Porque tenho
Um pastor.

Nele confio
Só ando ao seu lado
Na suas asas me abrigo
Não terei medo
Sei que não me perderei.


(Terezinha C Werson)

LÁ...NO HORIZONTE


LÁ... NO HORIZONTE


No horizonte
Nascia um dia luminoso.
Atravessei um campo
De lírios brancos,
Fui ate um lago azul quase verde.

No meio do lago
Um cisne flutuava
Como pluma
Cheguei mais perto
Os raios do sol
Começava a despontar
No lago se derramava.

O vento soprava
Levemente sobre as águas
Calmas do lago.

Em volta lírios brancos
Cobria todo o campo
Os raios do sol
Os lírios
O cisne
No fundo do lago
Brilhavam.


Terezinha C Werson
31/1/2010)

A TARDE CAI LENTAMENTE


A tarde cai lentamente


O entardecer vai chegando
O crepúsculo colorido
Vai sumindo.

Eu solitária sento-me
Entre as flores perfumadas
Do jardim colorido.

Uma imensa solidão
Senta-se perto de mim
Escurece quase noite.

Pouco a pouco
Os vaga-lumes vão chegando
Começam a brilhar
Iluminando o meu crepúsculo
E a minha solidão.


(Terezinha C Werson
28/1/2010)

OUVI TROVÕES


Ouvi trovões.


Cortinas fechadas
Casa escura
Raios entravam pelas
Frestas das portas
Iluminando a escuridão.

Abri a cortina
Recostei-me sobre a vidraça
E fiquei a contemplar os
Grossos pingos.

Uma imensa cortina de gotas
Caiam sobre os telhados
Como uma cortina de brilhantes
Rolavam sobre os telhados.

O vento batia na cortina
De brilhantes
O vento e a cortina
Numa dança linda!
Ao som dos trovoes
E sobre a claridade dos raios
Bailavam sobre os telhados.


(Terezinha C Werson
28/1/2010)

BOM DIA SILÊNCIO


Bom dia silêncio


No silencio falo tudo
Penso mais,
Vejo mais beleza no céu
Nas flores.

No silêncio sinto tudo
Deus caminhando ao meu lado,
O vento me tocando.
No silencio entendo
À noite
O dia a madrugada.

No silêncio amo
O mar
Os rios e as florestas
Amo Deus
Amo o silêncio
Do amanhecer.

No silencio peço paz peço bênçãos
Peço pão e agradeço.
Neste silencio medito
Amo o silencio das ondas
Quase parando
A areia molhada
Que dos meus pés vai sumindo.

Neste silêncio ouço o meu coração
Batendo quase em silêncio.


(Terezinha C Werson)

COISAS DA VIDA


Coisas da vida.

Já entrei em depressão
E uma grande solidão
Às vezes vida de cão
E também de emoção.

Já vivi lá no sertão
Vi rachaduras no chão
Não sei qual é a razão
De tanta falta de pão.

Vi o pobre ancião
Vivendo como um ermitão
Naquele eterno verão.

Vi também o sacristão
Cantando o mesmo refrão
Vi um ilustre cidadão
Sofrendo uma grande paixão
Vi ate um coronel montado no alazão.

Mais também existe benção
Na vida triste de cão
Vi Jesus, pisando naquele chão
Sendo nosso guardião.

Terezinha C Werson

VOU DORMIR


Vou dormir...


Vou dormir coberta
Pelos raios das estrelas
E do luar.
Que passam pelas
Frestas do meu telhado.

Pela luz suave que cobre a minha cama...
Sonharei... Caminhando entre as estrelas
A voz de Deus ouvirei, entre anjos andarei
Sonharei com a paz que eu quero
Neste sonho sorrirei.

Serei feliz... Ao amanhecer despertarei...
Coberta pelos raios do sol
Que como uma colcha prateada
Se estendeu sobre a minha cama.

Sonharei acordada
Que no céu eu caminho
Conversando com Deus
Serei feliz e sorrirei...


(Terezinha C Werson)

Quem sou eu

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Sao Paulo, Capital, Brazil
Gosto de escrever poesias prefiro escrever do que falar gosto de ler,nao tenho autor preferido, o importante é que seja um bom livro. escrever é uma maneira de mostrar o que nos vai na alma.
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