quinta-feira, 4 de março de 2010

APRENDENDO POESIA




APRENDENDO POESIA

Poesia, não se ensina
Ela sai da nossa alma
Como água sai da fonte
Como querer ensinar
O sentimento que se sente.

O poeta, não precisa de escola
Pois a alma sabe tudo
De professor não precisa
Você fala do momento
Da natureza, da tristeza.

Da alegria, do céu e das estrelas
Fala do mar, da floresta
Dos pássaros voando alto
Das flores de um jardim
Das cachoeiras, do riacho pequenino.

Da pobreza, da riqueza
Do velho, ou da criança
Das lágrimas caindo num lamento
Fala de Deus e de anjos
Da terra em que você vivi.

Da terra triste sofrida
pra isso não há escola
Pois sentimento não se ensina
Ele esta enraizado
Nas profundezas da alma
E se transforma em poesia.

AUTORA:TEREZINHA C WERSON--SANTOS -2007



A seca do sertão


Vi o dia amanhecendo
vi o cair da tarde
vi a noite chegando
vi o rio transbordando
e vi seu leito estorricado

vi a chuva abundante
molhando a plantação,
vi uma seca tão grande!
Queimando todo sertão.

Vi o caboclo cantando
de alegria pela chuva
vi o caboclo chorando
é a seca meu irmão
vi o gado todo gordo,
pastando lá no sertão
vi todo gado morrendo
por falta de plantação.

Vi a água lavando
as estradas do sertão,
e vi a seca matando
toda vida do sertão
vi o caboclo clamando
chuva para o sertão
e vi a chuva caindo
por causa da oração.

De: Terezinha C Werson.
Isto é verdade acontece no
sertão Norte e Nordeste.

A porta e o sol.




A porta e o sol.

Vi que lá fora havia sol,
Abri minha porta
Para que ele entrasse na minha casa.

Senti a presença do meu Jesus,
Abri a porta do meu coração
Para que ele entrasse.

A porta aberta ou fechada
Logo mais o sol ira embora
E da minha casa sairá.

A porta do meu coração
Aberta ou fechada
Jesus fará morada
É só eu deixar.

Eu resolvi que o meu coração
Será a morada eterna do meu Salvador
Este sol não vai embora
Não se apaga
Não esfria nunca.

Ele esta sempre presente
Aquecendo-nos...

TEREZIHA C WERSON

A JOVEM




A JOVEM

Cabelos, ondulados,
O vento
Levemente
Brincava com os seus cachos
Pele morena
Uma leve palidez
No seu rosto aparecia
A timidez da juventude
Lhe dava um ar de mistério.
Mil sonhos
Mil ilusões.

Mil castelos construía
O céu era sempre azul
Sempre havia estrelas
A lua era sempre nova
Para maior claridade,
Toda chuva era bênção.

Os trovoes era uma festa
Os raios riscando o céu
Ela se embevecia
Achando que era fogos
Que saia lá do céu.

As matas eram mais verdes
Os jardins bem mais floridos
Tristeza nunca existia
Em tudo havia esperança
No coração, só amor
Só conhecia bondade
Vivia cantarolando
Musicas só para Deus
Essa jovem era eu.

AUTORA:TEREZINHA C WERSON-SANTOS-2007

Acordei



Acordei

Acordei cedo.
Café nem tomei
Alma cansada
Corpo cansado
Um pouco angustiada.

Me sentido
Na caverna de adulão,
Falando como Davi.
Quem me dera asas
Como de pomba!
Voaria e acharia pouso,
Eis que fugiria para longe...
Ficaria no deserto.
Fugiria da fúria
Do vento, e da tempestade.

La fora, um belo dia
Sol brilhando
Debruçado sobre o mar
Acho que para aquecer
As ondas que levemente
Dançam sobre a areia.
Mas, ainda me sinto
Como Davi,solitária
Na caverna de Adulão.
Senhor, livra-me
Desta caverna,
Me põe sobre uma rocha
Alegra o meu coração.

AUTORA:TEREZNHA C WERSON-SANTOS 30/3/2007

A Casinha do campo



A Casinha do campo

A casinha lá... Do campo
No muro, tem alamandas
Todas elas amarelas,
colorindo toda a casa
são tantas, as alamandas
que eu nem consigo contar.
Quando elas caem no chão
ate parece que é ouro
Espalhadas lá, no chão.

Tem roseiras, tem jasmins
Antúrios por toda parte,
Tem coqueiros, e pinheiros
Tem até lírios do vale
Tem flores coloridas
Onde as, borboletas
Faz morada em cada flor.

lá... No fundo da casinha
Tem um rio bem, mansinho...
Que corre bem devagar...
Acho que tem preguiça
Dos garranchos carregarem
Ou corre bem de mansinho...
Só pra ver todos os garranchos,
Nas pedras se encalhar.

Em volta daquela casa
Tem morros, e tem montanhas
Tem arvores, e bananeiras
Tem noite escura, que dá medo!
E noite enluarada.
Tem um sussurro baixinho
que vem lá... Do riozinho...
É para alquebrar o silencio,
Dá longa... Noite do campo.

AUTORA:TEREZINHA C WERSON/PEDRO DE TOLEDO/2006 22/02/07

A fúria da ventania




A fúria da ventania

Cai à tarde, a ventania vem furiosa!
Arvores quase tocam no chão.
Folhas voam pelo ar
Telhados quase voando
E o meu medo vem chegando.

Ventania enraivecida!
Barulho medonho...
Portas e janelas, batendo forte
Pássaros fugindo
Céu quase noite
Chuva caindo na serra
Pouco a pouco vai chegando
E o meu medo crescendo.

Ventania nervosa
Bate em tudo.
Nem quer saber, onde bate
O que é leve vai embora
Ela esta furiosa
Pra arrancar o telhado
E todas aquelas arvores
E o meu medo vai crescendo.

Ventania enraivecida,
No meio daquela mata
Teu barulho amedronta.
Vais, carregando do chão
Tudo que podes levar,
E o meu medo é bem maior,
Do que esta ventania...
Autora: Terezinha C Werson/ SANTOS/ 2006[Pedro de Toledo]

Escalando montanha.




Escalando montanha.


Comecei uma escalada
Ainda na juventude
Cheia de força
Sonhos e esperanças.

Um dia tudo maravilha
Outro só fadiga.
Assim fui prosseguindo
A grande escalada.

O topo era alto!
Mais lá eu chegaria
Caia, levantava
Passo a passo
Fui subindo.

Alta! Quase não
Enxergava o topo.
Um dia chuva outro sol
Cansei sentei chorei.

Clamei por Deus
Sem ele como chegar
Fardos pesados pés feridos
Coração quase parando.

Mais minhas orações
Não esquecia
Sem o vigor da juventude
Estou quase no topo
Falta pouco.

Não descerei...
Como a águia lá morrerei
Ao meu lado o meu Deus.
Esta é a vida, uma imensa montanha
Dolorosos tropeços
Mais com Deus ao meu lado
Lá no topo chegarei


(Terezinha C Werson
1/3/2010)



Amigos


Quase não tenho amigos
posso ate contar nos dedos
de verdade... De verdade...
Mais só nos dedos
das mãos

paginas só tenho duas
uma é branca não escrevo
a outra escrevo para os amigos
não quero entristecer vocês
amigos do coração

quando abrirem a minha pagina
garanto de coração
Jamais verá escrito
esta pagina e só de amigos.

Pois estes poucos amigos
considero como irmãos
por todos os meus amigos
sinto uma grande afeição.


(Terezinha C Werson)

CAMPO DOS SONHOS




CAMPO DOS SONHOS


Moro no campo
Dos sonhos.
Neste campo tem Jesus,
Tem sonhos
Tem esperanças.

Os dias são coloridos
Todas as noites
Tem luz
Minhas estradas
Floridas.

Têm rios, riachos
E cachoeiras
Estão sempre sussurrando.

Todas as manhãs
Tem orvalho
Tem chuvisco miudinho
Tem canto de passarinho.

Tem vento cantarolando
Tem uma relva verdinha
Onde eu posso descansar
Posso ate meditar.
No campo dos sonhos,
Tem borboletas azuis
Nas flores
Da minha estrada.


(Terezinha C Werson
24/2/2010)

segunda-feira, 1 de março de 2010

ESQUECI-ME




ESQUECI-ME


Não sei mais falar de amor
O tempo... O vento carregou
Como folha seca voou
O tempo passou
Sonho de amor acabou.

Tudo era tão bonito
Suspiros.. Nas belas noites
Enluaradas... Em cada estrela o amor
Morava nos jardins floridos
Na suave brisa das manhãs
Na brisa do entardecer.

Hoje já nem lembro mais...
Ao som da musica suspiros
Pensava eu que era eterno
Mais foi tudo uma mentira
Do coração enganoso.

Como o vento passou...
Agora no coração
Resta apenas solidão
Do tempo das ilusões
Como folha seca voou
Em cinzas se transformou.

TEREZINHA C WERSON

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

COMO ESQUECER O PASSADO


Como esquecer o passado


Se não me lembrar do passado
Não terei memória.
Esquecer que fui criança
Das estradas que passei
Das bênçãos que alcancei
Dos rios que mergulhei.

Pobre de mim se não
Lembrar do passado.
Da juventude bonita
Daqueles sonhos tão belos!

Dos jardins todos floridos
Do meu falar com as flores
Das gargalhadas gostosas
Dos caminhos que andei
Com Jesus me protegendo
Derramando as suas bênçãos
Como chuvisco miúdo
Sobre a minha cabeça.

Pobre de mim se não lembrar o passado
É porque perdi a memória.
Deus livra-me desta tragédia
Se me esquecer do passado
Como lembrar o presente
Como sonhar com o amanhã?
Jesus me livra desta desdita
Me deixa lembrar o passado
De hoje, e do amanhã.

Terezinha C Werson
30/12/2009)

CHUVA MIUDA


CHUVA MIUDA


Chuva miúda
Caia nos meus cabelos
Escorre sobre o corpo.

Eu olho para o céu
E penso: que beleza Senhor!
Esta chuva miúda
São bênçãos...

Que em forma de gotas
Estão caindo sobre mim
São gotas que cai do céu
Transformam-se em enxurradas
E sobre o meu corpo vai caindo.

Vou andando na calçada
A chuva miúda aumenta
Eu feliz vou andando
Cofiando no meu Deus
São gotas de bênçãos
Que o meu Deus
derramou.


(Terezinha C Werson
9/1/2010)

EU ME CHAMO SOLIDÃO


Eu me chamo solidão

Eu vi a solidão
Andando no caminho
Solitário
Vi sentada no banco
Do jardim.

Eu vi a solidão
Andando nas ruas solitárias
Vi ela no céu perdida
Entre as estrelas
No mar sobre as águas.

Vi a solidão na face da criança
Na face enrugada do velho
No casebre e no palácio
Na cidade e no sertão
No choro e no sorriso.

Vi a solidão
Na musica
No canto do pássaro
Na noite escura
Nas noites iluminadas
Andando nas madrugadas

Vi a solidão
Entrando em qualquer canto
No meio da multidão
Falando eu me chamo
Solidão aonde chego
Vou ficando
Sou carrasca
Faço morada onde quero
Entro e faço morada
E também faço estrago.

Terezinha C Werson

.

.

SE EU ME COHECESSE


Se eu me conhecesse


Se eu me conhecesse
Não cometeria tantos
Erros desnecessários.

Não falaria sem pensar
Não ofenderia para depois me desculpar
Não guardaria tantos rancores.
Que machuca o corpo e a alma.

Perdoaria mais, falaria menos
Se eu me conhecesse
Teria mais paciência
Teria mais amor, e menos ira.

Seria mais piedosa
Mais calma
Amaria mais
Ajudaria mais.

Mais eu não me conheço
Às vezes sou estranha
De mim mesma
Tarde de mais digo:
Porque fiz isto?
Porque fui rude?
Porque não apoiei o mendigo
Porque senti nojo?
Porque faço o que não quero
E o que quero isso não faço.
Que pena eu nem me conheço.


(Terezinha C Werson)

UMA MULTIDÃO


Uma multidão.


Ando em meio a uma multidão muda.
Tanta gente ninguém se conhece
Na rua, no elevador
Todos mudos, todos cegos
Ninguém se olha somos todos estranhos.

Dentro das nossas
Casas somos desconhecidos solitários
Palavras não ouvimos
Só o som da televisão
Noticias deprimentes.

Falar sobre Deus
Nem pensar!
Se não deixar Deus morar em nossos corações
Estamos perdidos.

Se não conversarmos com Deus
Será muito triste
A solidão será a companheira
Deus é aquele que eu chamo
Porque sei que ele me escuta.


Terezinha C Werson
30/12/2009)

TRAGEDIA ESPERANÇA E EMOÇAO


Tragédia esperança e emoção.


Oito dias, quanto tempo...
De repente surge do meio
Dos escombros uma criança
Isso é bênção!
Deus quanta emoção...
Renascimento.
Nos braços dos soldados
Sobre aplausos
Aparece um menino
Abençoado...
Será que era um anjo?
Braços abertos
Em forma de uma cruz
Belíssimo!
No meio desta tragédia
Tantas bênçãos eu vi.
Uma criança tristonha
Não sorria
A mãe surgiu entre os feridos
Aproximou-se da criancinha
Na sua face resplandeceu uma luz
Ela olhou para a mãe e sorriu.


Terezinha C Werson
30/12/2009)

VERSOS QUE ESCREVI


Versos que escrevi


Versos que escrevi na areia
Veio o vento
Soprou forte meus versos apagou.

Sentei-me na praia olhando o mar
Inspirei-me, belos versos desenhei
Veio a onda vagarosa
Para o mar os meus versos
Ela carregou.

Olhei para as nuvens
Com meu olhar
Fiz alguns versos
As nuvens se desfizeram
Os meus versos
No infinito se perderam.

Na beleza da aurora e do crepúsculo
Inspirei-me...
Fui colorindo meus versos.
Aurora e o crepúsculo acabaram
Mais os meus versos ficaram.

O que escrevi com as estrelas
Estão gravados lá no céu
Se quiser ver olhe para o céu
Lá estão eles cintilando...


Terezinha C Werson
30/12/2009)

NA SOMBRA EU ME ABRIGO


Na sombra eu me abrigo

Ipês coloridos...
Enfeitam a minha rua
Sem casas e sem calçadas
Não tem carros não tem gente
Só aquela velha solidão.

Apenas uma alameda
O seu fim eu não enxergo...
Nas tardes ensolaradas
Na sua sombra me abrigo.

E caminho lentamente
Pisando sobre as folhas secas
Como um tapete estendido
Colorido e macio
Feito só para mim.

Vou pisando de mansinho
Para folhas não quebrar
Naquela rua, moro eu e a solidão
Mora pássaros coloridos
Que cantam pra me alegrar.

Quando a tarde cai tristonha
Naquela solidão medonha
Sento sobre as folhas.
Por entre galhos coloridos
Olho para o céu vejo Deus
Me junto aos pássaros
E cantamos uma canção
Para Deus...
Terezinha C Werson

MAR MANSO


Mar manso...


Mar calmo manso
Que lindo!
Nas profundezas inquietação
Algo se move onde ninguém ver.
De repente num segundo
As profundezas estremecem!
A terra balança tudo esta ruindo
Escombros gritos desespero!
Não existe escolha velhos crianças
Grávidas, doentes, ricos, pobres
Poeira barulho pavor
Deus não entendemos
Tanta tragédia
Horror! final dos tempos?
Apocalipse...
Tudo acabado.
Pessoas sem pão
Sem água sem casa
Sem parentes
Sem amigos
O mundo estremece
De tristeza.
Senhor nos ajuda a entender
Tanta angustia tanta dor.

(Terezinha C Werson)

CASEBRE DO SERTÃO


Casebre do sertão


Os casebres do sertão
Chão seco empoeirado
Paredes quase caindo
Teto esburacado.

Uma fumaça fininha
Mingau ralo de farinha
Panelas velhas vazias
Cadê comida cadê água?
Sei lá... Meu Deus...
É tão pouco...
Nem um pedaço de pão.

Eita matuto sofrido
Cama uma esteira
Ou uma velha rede rasgada
O matuto pensativo
Senta-se no velho batente
Acende o seu cachimbo
Fica a olhar a fumaça
Que para longe vai sumindo...
Mais pensativo ele fica
No cachimbo tem fumaça
E no casebre nenhuma.

Passarinhos não existem
Voaram faz muito tempo
Já esqueceram o caminho
A tristeza é tanta,
Que até reza esqueceu.


(Terezinha C Werson)

NÃO ME PERDEREI


Não me perderei


Não vou procurar
Caminhos sem curvas
Ou sem encruzilhadas.

Não terei medo da aridez dos caminhos
Vencerei as barreiras
Subirei montanhas...

Na escuridão verei luz
Não terei medo
Porque tenho
Um pastor.

Nele confio
Só ando ao seu lado
Na suas asas me abrigo
Não terei medo
Sei que não me perderei.


(Terezinha C Werson)

LÁ...NO HORIZONTE


LÁ... NO HORIZONTE


No horizonte
Nascia um dia luminoso.
Atravessei um campo
De lírios brancos,
Fui ate um lago azul quase verde.

No meio do lago
Um cisne flutuava
Como pluma
Cheguei mais perto
Os raios do sol
Começava a despontar
No lago se derramava.

O vento soprava
Levemente sobre as águas
Calmas do lago.

Em volta lírios brancos
Cobria todo o campo
Os raios do sol
Os lírios
O cisne
No fundo do lago
Brilhavam.


Terezinha C Werson
31/1/2010)

A TARDE CAI LENTAMENTE


A tarde cai lentamente


O entardecer vai chegando
O crepúsculo colorido
Vai sumindo.

Eu solitária sento-me
Entre as flores perfumadas
Do jardim colorido.

Uma imensa solidão
Senta-se perto de mim
Escurece quase noite.

Pouco a pouco
Os vaga-lumes vão chegando
Começam a brilhar
Iluminando o meu crepúsculo
E a minha solidão.


(Terezinha C Werson
28/1/2010)

OUVI TROVÕES


Ouvi trovões.


Cortinas fechadas
Casa escura
Raios entravam pelas
Frestas das portas
Iluminando a escuridão.

Abri a cortina
Recostei-me sobre a vidraça
E fiquei a contemplar os
Grossos pingos.

Uma imensa cortina de gotas
Caiam sobre os telhados
Como uma cortina de brilhantes
Rolavam sobre os telhados.

O vento batia na cortina
De brilhantes
O vento e a cortina
Numa dança linda!
Ao som dos trovoes
E sobre a claridade dos raios
Bailavam sobre os telhados.


(Terezinha C Werson
28/1/2010)

BOM DIA SILÊNCIO


Bom dia silêncio


No silencio falo tudo
Penso mais,
Vejo mais beleza no céu
Nas flores.

No silêncio sinto tudo
Deus caminhando ao meu lado,
O vento me tocando.
No silencio entendo
À noite
O dia a madrugada.

No silêncio amo
O mar
Os rios e as florestas
Amo Deus
Amo o silêncio
Do amanhecer.

No silencio peço paz peço bênçãos
Peço pão e agradeço.
Neste silencio medito
Amo o silencio das ondas
Quase parando
A areia molhada
Que dos meus pés vai sumindo.

Neste silêncio ouço o meu coração
Batendo quase em silêncio.


(Terezinha C Werson)

COISAS DA VIDA


Coisas da vida.

Já entrei em depressão
E uma grande solidão
Às vezes vida de cão
E também de emoção.

Já vivi lá no sertão
Vi rachaduras no chão
Não sei qual é a razão
De tanta falta de pão.

Vi o pobre ancião
Vivendo como um ermitão
Naquele eterno verão.

Vi também o sacristão
Cantando o mesmo refrão
Vi um ilustre cidadão
Sofrendo uma grande paixão
Vi ate um coronel montado no alazão.

Mais também existe benção
Na vida triste de cão
Vi Jesus, pisando naquele chão
Sendo nosso guardião.

Terezinha C Werson

VOU DORMIR


Vou dormir...


Vou dormir coberta
Pelos raios das estrelas
E do luar.
Que passam pelas
Frestas do meu telhado.

Pela luz suave que cobre a minha cama...
Sonharei... Caminhando entre as estrelas
A voz de Deus ouvirei, entre anjos andarei
Sonharei com a paz que eu quero
Neste sonho sorrirei.

Serei feliz... Ao amanhecer despertarei...
Coberta pelos raios do sol
Que como uma colcha prateada
Se estendeu sobre a minha cama.

Sonharei acordada
Que no céu eu caminho
Conversando com Deus
Serei feliz e sorrirei...


(Terezinha C Werson)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010


O sussurro do rio era cantiga

Juventude sonhadora...
Só havia beleza!
Ilusões eu transformava
Em verdade,
Sonhos em poesias.

Ao acordar via a aurora
Ao cair da tarde só cores...
Nas noites escuras,
Eu transformava
Vaga-lumes, em estrelas
E sempre havia luz.

O sussurro do rio era cantiga
O vento cantarolava
As gotas da chuva
Eram brilhantes
Escorrendo pelo chão.

Os raios riscando
O céu eram faíscas de ouro,
O trovão a voz de Deus...

No meu refugio solitário
Sonhos eu encontrava,
E tudo eu transformava
Em sorriso e esperança.

Terezinha C Werson
21/9/2009

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010


Bens terrenos.
Existem pessoas cegas espiritualmente
Seus bens materiais entram em qualquer assunto
Minha casa é maravilhosa, minha família é bem sucedida
Viajam para lugares belíssimos! Falam vários idiomas, e assim vai
A lista de assuntos que não levam a nada, apenas aborrece o ouvinte.
São pessoas incapazes de ver o sofrimento do seu irmão,
Não se comove com tragédias como terremotos
Desabamentos pessoas que possuíam bens e num segundo
Tudo perderam. São pessoas enjoativas cegas espiritualmente
Que falam de Deus mais do seu coração Deus esta longe
Acorda lazaro rico enquanto é tempo.
Querendo ou não Deus é quem decide, a arrogância é terrível!
A humildade é uma bênção linda! Não se envaideça
A vida passa como o vento.
TEREZINHA C WERSON

domingo, 24 de janeiro de 2010


Escrevo poesias no ceu

Com as estrelas
Escrevo meus versos
Nas nuvens brancas
Vermelhas e amarelas
Vou enchendo o céu de poesias
Todos escritos com estrelas.

Se a noite escurecer
Eles não se apagam
Porque foram escritos
Com as estrelas.

Se a tempestade vier
Se o vento chegar
La estará meus
Versos espalhados
Pelo o céu
Porque foram escritos
Para o meu Deus.

Todas as noites
Estou eu a contemplar
O céu e meus
Versos vou deixando
Sou poeta de Deus.

TEREZINHA C WERSON




Como esquecer o passado


Se não me lembrar do passado
Não terei memória.
Esquecer que fui criança
Das estradas que passei
Das bênçãos que alcancei
Dos rios que mergulhei.

Pobre de mim se não
Lembrar do passado
Da juventude bonita
Daqueles sonhos tão belos!

Dos jardins todos floridos
Do meu falar com as flores
Das gargalhadas gostosas
Dos caminhos que andei
Com Jesus me protegendo
Derramando a suas bênçãos
Como chuvisco miúdo
Sobre a minha cabeça.

Pobre de mim se não lembrar o passado
É porque perdi a memória.
Deus livra-me desta tragédia
Se me esquecer do passado
Como lembrar o presente
Como sonhar com o amanhã?
Jesus me livra desta desdita
Me deixa lembrar o passado
De hoje, e do amanhã.

Terezinha C Werson
30/12/2009
Última poesia de 2009

REFLEXAO


Ultimo dia de 2009final de ano,
Amanha começa 2010 qual diferença?
Nenhuma, apenas muda a data.
As cabeças das pessoas continuaram a mesma,
O coração o mesmo, a falta
De respeito à insensibilidade tudo igual,
Filhos ignorando os pais
Magoando suas mães,
Sem a menor consideração, pobres velhos... Pais
Que dedicaram uma vida inteira!
São tratados como estranhos sem carinho
Sem uma palavra amiga.
Misericórdia! senhor coloca as tuas mãos
Sobre estes velhos desvalidos
Desabrigado de corações.
Senhor a visão já escurece
As mãos já não são firmes os passos estão tão
Lentos... A memória às vezes falha...
Misericórdia senhor.
Velhice... Tem poeta que inventa que velhice
É sabedoria... Quando o velho
Vai falar, os jovens mudam de assunto.
Acham o assunto aborrecido e
Muito repetitivo.
Quantas noites mal dormidas
Quantas lagrimas derramadas quantas
Orações, quantos pedidos
Pra ver o filho curado.
Agora fica doente quem é que vai ti socorrer?
Todos têm o que fazer.
Agora se cuida, pois a morte logo vem
Chorar tu nem podes mais... Qual o direito teu?
Só resta falar com Deus,
Ele eu sei que ti escuta.
Ora a Deus e agradece,
Nem todos os filhos são ingratos no fim da tua
Estrada sempre tem um de braços abertos.

TEREZINHA C WERSON

Meu mundo de sonhos

Eu morei no mundo dos sonhos
Passeava pelas ruas das ilusões
Fantasias, e esperanças sempre comigo
Estradas floridas!
Sol, céu azul,
Estrelas iluminando as noites.

No meu mundo de sonhos,
Eu caminhava pelas ruas, das ilusões
Colhendo flores, e estrelas,
Para os cabelos enfeitar,
E envaidecida andar.

No meu mundo de sonhos
Como deixar de sonhar
Se lá havia esperança
Juventude e beleza
Eu colocava os meus sonhos
Na rua das ilusões

Que pena... O tempo passa,
A juventude acaba
A beleza vai embora
O mundo não é de sonhos
A rua das ilusões não existe.

Mas as estrelas não se apagam
O céu ainda fica azul
O sol brilha quando quer
Todas as rosas florescem
Em todo e qualquer jardim.

Autora:Terezinha C Werson
2006 Santos SP

Prisioneiro numa gaiola

Muitas vezes somos prisioneiros
Dentro de uma gaiola de porta
Aberta porque será?
Medo de enfrentar o mundo?
De voar e cair?
Ou apenas falta de vontade de enfrentar situações.
Parece fácil mais às vezes é imensamente
Difícil tomar uma atitude.
Tem alguns que mesmo com a porta fechada eles
Batalham para que a porta se abra e eles se libertem
Mesmo que se machuquem enfrentarão qualquer dificuldade.
Os fortes se libertam
Os fracos ficam na porta olhando
Nada tentam sentem desejo de liberdade
Mais nada fazem.
Com certeza uma desculpa terá
Minha asa está machucada não posso voar
Quem sabe amanha...
Talvez o amanhã chegue tarde de mais
Quando as asas já estivem enfraquecidas.

TEREZIHA C WERSON

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010


Chalés coloridos

Chalés coloridos
Em frente, tulipas vermelhas,
imensas... Ladeiras verdes
Com pinheiros espalhados
Sobre as águas refletidos.

Vi, tantas! Rosas azuis
uma belíssima paisagem.
Um lindo arco-íris
descendo como cortina
De leve tocava a relva.

E o céu de tão azul
Mais parecia veludo
No infinito estendido.

AUTORA:TEREZINHA C WERSON/22/6/2007/SANTOS

. Imaginação de poeta


Se dou asas a minha imaginação ela voa alto!
Sobe como um balão entra nas nuvens
Entre as montanhas se perde pousa
Sobre as águas e flutua...

Nos galhos dos ipês e quaresmeiras
Ela pousa de mansinho...
Vai entrando nos jardins procurando borboletas
No perfume das flores se mistura.

Nas alamedas da vida vai voando
Mil coisas vai inventando.
Senta nas pedras do rio
Contemplando a correnteza
Que desce bem devagar...

Imaginação de poeta corre solta...
Entra na aurora colorida
Na relva verde se deita...
No céu de tantas cores
Na beleza do azul vai seguindo...

Imaginação de poeta entra
Aonde ninguém vai!
Mergulha nas águas calmas
Pousa nas águas do mar...

Imaginação de poeta
São sonhos que às vezes se tornam reais.


TEREZINHA C WERSON

Uma brisa sussurrou

Despertei ao amanhecer
Fui ate o quintal, um leve
Vento no meu ouvido
Soprou carinhoso...

Belos sussurros ouvi...
Venha aqui me acompanhe
Venha olhar este jardim
Essa mistura de cores
Veja quanta beleza!

Caminhe toque nas flores
Se quiser pode colher
Esse jardim é de Deus
Tudo aqui ele plantou
Pode colher a vontade
Pois ele não cobra nada.

Veja essa beleza exuberante!
Tudo isso Deus nos deu
Mais tome um pouco de cuidado
Pois entre essas flores lindas!
Também existem espinhos
Cuidado! Deus nos deu um jardim
Mais mandou ficar atento
Cuidado com os espinhos.

O jardim é todo teu
Mais retire os espinhos
Para os dedos não ferir.

Terezinha C Werson
9/1/2010

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010


Na sombra eu me abrigo

Ipês coloridos...
Enfeitam a minha rua
Sem casas e sem calçadas
Não tem carros não tem gente
Só aquela velha solidão.

Apenas uma alameda
O seu fim eu não enxergo...
Nas tardes ensolaradas
Na sua sombra me abrigo.

E caminho lentamente
Pisando sobre as folhas secas
Como um tapete estendido
Colorido e macio
Feito só para mim.

Vou pisando de mansinho
Para folhas não quebrar
Naquela rua, moro eu e a solidão
Mora pássaros coloridos
Que cantam pra me alegrar.

Quando a tarde cai tristonha
Naquela solidão medonha
Sento sobre as folhas.
Por entre galhos coloridos
Olho para o céu vejo Deus
Me junto aos pássaros
E cantamos uma canção
Para Deus...
Terezinha C Werson

quinta-feira, 1 de outubro de 2009


Nos raios do luar

Saudades... Da minha infância.
Na calçada eu sentava
Nos raios da lua, eu me banhava
Com o manto azul eu me cobria.

Saudades... Da relva verde
Da minha infância...
Onde eu corria!
O vento brincava
Com os meus cabelos
Desmanchando os meus cachos.

Saudades... Do sopro leve do vento
Tocando na minha face
No meu vestido de chita estampado
E como anjo eu voava...

Saudades... Das flores dos campos
Onde lá dentro eu me perdia
E ramalhetes eu colhia
E a minha infância eu enfeitava
De sonhos e poesia...

Terezinha C Werson
19/9/2009

A alma


A alma e como a flor
Até o vento a machuca
O vento é como a alma
Passa e ninguém vê.

Na alma a nostalgia
Que só a alma conhece
A alma esconde a dor
Que os outros desconhecem.

No peito a solidão
E na alma amargura
só Deus é quem conhece


De:Terezinha C Werson -- São Paulo

Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.
2
Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.
3
Porque ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa.
4
Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel.

Pedido.

Senhor purifica os meus lábios
A minha alma
O meu coração
E os meus pensamentos.

Que os meus lábios sejam cheio de louvor
Que a minha alma seja branca como a neve
Que do meu coração
Saia bondade
Quero pensamentos bons.

Quero ser como uma fonte
De águas cristalinas
Que de mim flua bênçãos!
Mansidão e amor.

TEREZINHA C WERSON


Eu sou...

Eu sou a onda
Que bate de leve na areia.
Sou a onda que nas
Pedras bate enraivecida.

Sou mar calmo
E bem mansinho...
Sou o mar
revolto que vira qualquer barquinho.

Sou a garoa fininha
Que deixa a relva verdinha.
Sou a tempestade forte
Que tudo sai arrastando.

Sou a brisa bem... Suave...
Que delicada acaricia
Sou o vento assustador
Que passa e ninguém vê

Sou o sol do amanhecer
Que ilumina as palmeiras.
Sou o sol forte inclemente
Que queima todo o sertão.

Sou a noite toda azul
Com luar e com estrelas.
Sou a noite tão escura
Que dá medo de olhar

Sou o tempo com sol
Alegre, e brilhante.
Sou o maior temporal
Lavando todo o meu rosto.

Sou a relva bem verdinha
Onde da pra descansar
Sou a floresta imensa
Onde ninguém consegue entrar.

Autora Terezinha C Werson
30/12/2008[ultima poesia de 2008
]

Sol céu azul.

Paredes sem fala
Aqui tudo é tão triste
Solidão...

Lá fora sol e céu azul
Gaivotas voando no infinito!
Canto de rouxinol
Andorinha na janela
Bem-te-vi pousa na flor
Borboletas no jardim
Em cada galho um passarinho
E aqui dentro solidão...

Vou fazer como os pássaros
Abrirei a minha porta
Sairei desta prisão
Vou olhar o céu azul
No calor do sol me banhar
Olhar para o infinito
Cantar como o rouxinol
E voar como a gaivota.

Abrirei esta janela
Para andorinha entrar,
Vou pegar o bem-te-vi,
Olhar mais aquela rosa
Contemplar as borboletas
Olhar os pássaros
Nos galhos.

E a solidão, que se dane!
Vou olhar para este céu
E me banhar neste sol.

Mais qualquer dia,
Subirei uma montanha
A mais alta que houver
Abrigar-me-ei como a águia
E ninguém me encontrara.

Terezinha C Werson

Surge a primavera.

Depois do inverno escuro
Surge a primavera florida.
No meu jardim eu plantei,
E hoje vi florescer.


Da- ma -da - noite, Rosa, e branca,
Lagrima –de –cristo, Vermelho, e branco,
A bela Hortência, rosa, branca, e amarela,
Gardênia, amarela, e branca.
De lírios enchi o meu jardim.

E entre as flores,
Borboletas se misturam,
Formando um colorido belíssimo!

TEREZINHA C WERSON



quarta-feira, 25 de março de 2009


segunda-feira, 23 de março de 2009

Janela da solidão.

Me encostei na janela
Olhei para o céu.
Estava azul, tão azul
Que parecia turquesa
Todas estrelas brilhavam
Que parecia brilhantes.

Voltei pra sala e sentei-me
mais a tristeza era tanta,
Que pra janela voltei.
Ergui os olhos outra vez
Não havia mais azul
E não havia estrelas
E o brilhante acabou.

Ergui os olhos e pensei,
O azul virou tristeza
As estrelas se esconderam
E o brilhante se apagou.

Baixei os olhos e pensei...
A vida não tem azul
Nem tão pouco tem estrelas
E todo brilho acabou.

Voltei os olhos pra alma
La dentro vi tudo escuro
Não tinha nenhuma estrela
E todo brilho apagou.

Fechei os olhos e pensei...
O céu ficou tão triste
As estrelas sumiram
O brilhante já não brilha
E a alma é tão triste,
Porque a alegria fugiu
E se a tristeza persiste,
De solidão morrerei.

AUTORA:TEREZINHA C WERSON--1993



Só a lua

Por entre arvores caminho.
Chão coberto Por folhas
Amarelas, e verdes
É outono, e as folhas caem
Galhos secos estendidos
Para o céu, a espera
De novas folhas,
Que logo brotarão.


Continuo a caminhar
Elevo, os olhos para o céu
Procuro estrelas,
Não as vejo
Porque nenhuma á
Olho entre as arvores
Algo brilha
Entre os galhos,
Uma lua redonda
Cor de prata brilha
Entre os arvores quase sem folhas

Continuo a caminhada entra as arvores
Novamente elevo os olhos para o céu
Lá, esta a lua entre as nuvens
Entra sai e parece está brincando,
Pois estrelas não existe
E hoje quem brilha é ela.


AUTORA:TEREZINHA C WERSON--1/4/2007 PEDRO DE TOLEDO

Quem sou eu

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Sao Paulo, Capital, Brazil
Gosto de escrever poesias prefiro escrever do que falar gosto de ler,nao tenho autor preferido, o importante é que seja um bom livro. escrever é uma maneira de mostrar o que nos vai na alma.
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